sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Achado da semana: logomusica

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Música + design bonito e super criativo = como resistir?

A proposta do Logomusica e bem simples: ilustrações inteligentes, engraçadinhas e super bem feitas de versos de musicas nacionais e internacionais. Parece nada demais, mas duvido você entrar e não clicar em "next page" pelo menos umas 37 vezes. :)







quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mocinha de comédia-romântica, qual é o seu problema?

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Vou confessar que de vez em quando eu recorro à cultura pop pra saber o que fazer da minha vida. Recentemente, por exemplo, eu tava lendo um livro ótimo que me deixou super interessada porque uma das personagens era muito parecida comigo, e eu queria ver o que ela ia fazer pra sair da situação complicada em que se encontrava (o livro era Razão e Sensibilidade e a personagem era a Elinor, só pra constar :).

Tudo bem que no final essa personagem teve uma solução super irreal que nunca aconteceria na vida de uma pessoa zoada como eu, mas às vezes só de observar os erros e os acertos dos personagens da ficção a gente consegue se identificar e observar melhor onde nós mesmos estamos errando e acertando. Tô certa ou tô certa?

Daí que eu resolvi transferir essa teoria tosca para um dos meus temas preferidos aqui neste blog: as comédias românticas. Já reparou que muitas mocinhas de comédia-romântica têm os mesmos problemas? Vai ver é porque nenhuma de nós está livre de passar por esses probleminhas na vida real também, então vale a pena observar o negócio de fora e com o bônus da licença poética do cinema. Sem mais delongas, eu acho que os perrengues mais frequentes das mocinhas de rom-com são:

Problema: muito ligada na carreira. 
Ela até gostaria de ter uma vida social menos loser, mas o trabalho não deixa. A mocinha de E Se Fosse Verdade esqueceu de viver depois que virou médica, bem parecido com o que aconteceu com a médica de Sexo Sem Compromisso, que acha que não dá tempo de ter um relacionamento porque trabalha muito. A mocinha de A Verdade Nua e Crua então, parece que esqueceu de como brincar de relacionamento, e só sabe se dedicar e acertar no emprego.


Solução: mais amor por favor.
Não tem jeito, se você escolhe fazer muitas coisas na vida, vai ter que saber manter o equilíbrio entre elas. Claro que às vezes algumas de suas escolhas vão exigir mais prioridade que outras, mas o que eu quero dizer é que não é saudável desprezar um aspecto pra olhar muito mais a outro. Uma hora a gente não aguenta mais o peso só de um lado e cai. Saber dosar suas dedicações - e direcioná-las a quem/ao que realmente merece - é fundamental.

Problema: muito descuidada no visual
Elas são pessoas ótimas, inteligentes, legais, divertidas e super bonitas. Mas o senso de estilo e estética é sofrível. Emma de Um Dia tem uns cortes de cabelo estranhos e óculos que não favorecem. Laney de Ela É Demais também não cuidava do cabelo, mas o pior eram as roupas oversized e horríveis. E Eliza de My Fair Lady, além de se vestir mal, falava tudo errado e não era lá muito educada, né…


Solução: makeover nosso de cada dia.
O jeito que a pessoa se arruma, se veste ou se expressa é problema dela, e ninguém tem direito de impor nada. Mas a partir do momento que esses aspectos se tornam complicações na vida e incomodam, é pra considerar dar uma modificada na aparência. Porque não se iluda, o que a gente mostra por fora conta muito, e às vezes é até um espelho do que a gente sente por dentro, da nossa personalidade. Vale a pena deixar esse espelho sujo? (Tô forçando a amizade nessas metáforas tipo auto-ajuda, né, desculpa sociedade).

Problema: teve o coração partido.
Quem já teve uma desilusão amorosa daquelas sabe que não é fácil mesmo. A gente perde o chão, perde a vontade de viver, perde a ilusão de que a vida pode ser aquele filme àgua-com-açúcar. Personagens das comédias-românticas podem ilustrar isso muito bem. Como esquecer a mocinha de O Amor Não Tira Férias chorando em casa porque o cara que ela gosta tá noivo de outra? Ou a Jess, de New Girl, se debulhando em lágrimas assistindo Dirty Dancing depois que pegou seu namorado lhe traindo? E a Elle, de Legalmente Loira, que jurava que ia ser pedida em casamento mas na verdade viu seu namoro terminar de repente?


Solução: stop the mimimi.
Basicamente, é o seguinte: cêjura que vai parar sua vida e ficar vegetando aí por causa de um cara que não soube te valorizar o quanto você merece? Por favor não, né? Então não tem jeito a não ser chorar as lágrimas que tiver que chorar, olhar sua cara no espelho, ficar horrorizada com o quanto acabada você ficou e se mexer pra sair dessa. As próprias personagens dão boas dicas pra sair da fossa: Iris vai viajar, muda totalmente de ares; Jess faz novos amigos e Elle entra na melhor faculdade do país. Ou seja, faça o favor a si mesma de ocupar a cabeça com coisas melhores.

Problema: tem um histórico de corações partidos.
Quando o amor não dá certo uma vez, como os casos aí de cima, é uma coisa. Mas quando o amor não dá certo váaarias vezes, repetidas vezes, o drama é outro. Aí começam os traumas, as neuras, o desespero. Parece que a mulher precisa a qualquer custo achar um cara que a complete, meio que só pra provar que ela pode, sim, ser feliz no amor. Só que não é bem assim que se brinca, né. Alguém tinha que avisar isso pras loucas Ally de Qual Seu Número?, Gigi de Ele Não Está Tão a Fim de Você e Debbie de Vida e Solteiro.


Solução: keep calm and carry on.
Desespero nunca resolveu a vida de ninguém, né? Muitíssimo menos a vida amorosa. Então, minha filha, não adianta fazer aloka e se frustrar por cada casinho que não vai pra frente. Certas coisas é bom que nem durem mesmo, viu. O melhor que se tem a fazer é tirar o melhor dos relacionamentos, por mais breves ou ruins que eles possam ter sido. Guarde os momentos de carinho na memória, as lições na cabeça, e parta para a próxima com a consciência limpa e o coração tranquilo. Uma hora vai.

Problema: fechada para o amor
Essas aqui não têm o problema de só querer saber da carreira, mas também não estão facinho na pista. São meninas que por alguma razão têm o coração um pouco duro e tratam mal aqueles que tentam dar uma amolecida, se é que você me entende. A mocinha de O Rei da Paquera não quer nem saber do personagem título (vivido por ninguém menos que Robert Downey Jr.). A mocinha de 10 Coisas que Odeio em Você dificulta a vida de todo mundo ao redor por negar tanto uma possível afeição a um certo garoto (vivido por ninguém menos que Heath Ledger). E uma das mocinhas de Idas e Vindas do Amor odeia tanto o Dia dos Namorados que até faz uma festa contra a data (sinto o cheiro de recalque).


Solução: não se reprima.
Os dois primeiros casos refletem uma característica das personagens: o absurdo medo de se machucar, de se decepcionar, de sofrer. E elas não estão erradas, como já diria Gina Indelicada, quando a gente se apaixona geralmente a gente se f*** mesmo. Mas deixar de viver e reprimir suas emoções por covardia também já é uma forma de sofrimento, alguém avisa. Para, né, gente? E o último caso, da louca que sublima suas próprias possibilidades de felicidade porque tem raiva da felicidade dos outros, plmdds, né? Choque de realidade numa pessoa dessas, a vida é curta.

Problema: não sabe lidar com as emoções
Vamos supor que a limda da vez não tem traumas de relacionamentos passados, não tem um look podrinho de verdade, não é bitolada com a profissão e não está com o coração fechado pra balanço. Ela tá de boa então? Mais ou menos, porque, mesmo assim, tem umas e outras aí que precisam saber a lidar com as emoções e dar um rumo a suas vidas. Ronnie de A Última Música acha que é rebelde, odeia tudo e todos, mas trai essa imagem durona quando é pega lendo romances. Cristina de Vicky Cristina Barcelona sabe que não quer ter uma vida monótona, mas não sabe se vai ou se fica, se vai ser mais feliz de um jeito ou de outro, é meio confusa. E Emily de De Repente é Amor vive anos num relacionamento iô-iô com um cara sem nunca ter certeza de que o ama mesmo ou ter coragem de se declarar definitivamente.


Solução: vamo colocar ordem nesse coração aê (e na cabeça também)
Toda mulher tem momentos em que fica totalmente perdida, é normal (eu espero). Mas toda mulher também às vezes tem que virar macho, parar pra pensar, refletir e ver o que quer fazer/ser/decidir, ser sincera consigo mesma e não enrolar (nem ela mesma nem os outros). Senão, o que pode acontecer é você se perder em meio a tanta confusão mental, e perder também tempo e pessoas.

Eu espero que, se você leu tudo até aqui, que você me desculpe por ter escrito tanta besteira e ter tentado dar uma de psicóloga do Casos de Família. Mas eu espero também que, se você leu até aqui, que você concorde comigo que cultura pop é melhor que terapia, não é? ;P

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Taylor Swift, as músicas e os caras das músicas

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Eu queria começar esse post dizendo que eu acho a Taylor Swift uma pessoa admirável. Além dos talento musical, eu acho ela uma pessoa admirável por duas principais razões:

1. Ela já pegou, continua pegando e provavelmente ainda vai pegar muitos caras gatos. Gatos mesmo. Um dos primeiros posts que fiz aqui fala exatamente sobre isso, e, de 2010 pra cá, Taylor já ampliou seu currículo amoroso de forma simplesmente humilhante para nós mortais.

2. Ela não só pega e larga esses caras gatos como também escreve músicas sobre aparentemente todos eles. E não tem vergonha de expor aspectos não muito positivos do relacionamento, e às vezes coloca até o nome do respectivo na música. Oversharing? Sim, eu acho. Mas tem que ser muito corajosa pra cuspir seus sentimentos assim mesmo sabendo que o mundo todo vai comentar? Com certeza.

Taylor lança agora em outubro seu novo cd, chamado de Red, e promete trazer muitos rolos e histórias dramáticas de amor em suas novas letras. O primeiro single do cd já saiu, e olha, se todas as outras músicas forem como We Are Never Ever Getting Back Together, eu já tô acendendo vela de sete dias e fazendo promessa pra esse cd vazar ASAP. Além de ser um pop viciante até o último acorde, a música é um tanto agressiva sentimentalmente, e obviamente fala sobre um relacionamento #fail da Taylor.

A dúvida agora é: sobre quem ela tá falando nessa música? Revistas americanas já começaram a especular, e parece que os principais candidatos de boy lixo do momento são o ator Chord Overstreet e o vocalista da banda indie Parachute, Will Anderson.

Dessa a gente ainda não sabe, mas tem váaaaarias outras músicas da Taylor Swift que já tiveram seus personagens revelados. Vou citar algumas aqui, porque né, recordar barracos dos famosos nas músicas é viver:


Forever & Always: esse é um caso bem famoso, Taylor já foi até na Ellen Degeneres falar sobre seu término pelo telefone com Joe Jonas. Toda a música (linda, por sinal), fala sobre o fim do namoro deles,  e ele não curtiu, não. As pessoas se lembra tanto desse romance/barraco, que até perguntaram pro Joe agora se We Are Never… não era pra ele também. No que ele respondeu que não, porque nunca nem tentou voltar com Taylor. Torta de climão...


Dear John: ela nem tentou disfarçar, né? Com uma letra que fala de um homem mais velho brincando com os sentimentos de uma menina e o nome do cara no título, é claro que Taylor tava falando do John Mayer, com quem gravou anteriormente o dueto Half of My Heart. Ele também não curtiu nem um pouco, e acusou Taylor de ser muito imatura na composição (o que, foi mal Taylor, eu super concordo). Teve boatos que The Story of Us também é sobre o relacionamento dos dois.


Back to December: No cd Speak Now, Taylor colocou vários códigos no encarte para dar dicas aos fãs de referências que ela usou nas músicas. Daí que a gente descobre que Back to December foi escrita para um tal de Tay, que só pode ser o namorado que tinha bizarramente o mesmo nome que ela, Taylor Lautner. Nesse caso, a loira não esculacha o garoto; ela pede desculpas e se mostra arrependida por não tê-lo amado mais.


Enchanted: Não é só de contos de falhas que são feitas as músicas de Taylor Swift. Enchanted, uma das mais bonitas dela, é sobre um encontro com alguém muito incrível que a deixa encantada. Ela não cita nomes nem nada, mas os códigos do encarte revelam o nome Adam, que vem a ser Adam Young, vocalista do Owl City. O próprio Adam já se pronunciou sobre o assunto, dizendo que também ficou encantado ao conhecer Taylor. Own.

Teardrops On My Guitar e Hey Stephen: Taylor deixa bem óbvio sobre quem ela está falando em algumas de suas músicas. Teardrops on My Guitar (uma das minhas preferidas) é sobre um tal de Drew, amor da adolescência que morre de orgulho de ser parte de uma das músicas dela; e Hey Stephen é sobre Stephen Liles, da banda country Love and Theft, que já abriu shows da Taylor.

Também teve boatos que Innocent é sobre o Kanye West, Mine é sobre Corey Monteith, vish...Atualmente, Taylor tá namorando Connor Kennedy, herdeiro da família Kennedy, e parece estar bem feliz nas fotos de papparazzi divulgadas do casal. Mas vamos combinar que ela não teria escrito tantas músicas com letras legais se tivesse só tido relacionamentos felizes na vida, né?

Taylor entende o coração das garotas apaixonadas e sem noção melhor do que qualquer outro artista. Então é por isso que, apesar de eu gostar da cantora e torcer por sua felicidade, eu desejo que ela ainda passe por muitos relacionamentos cagados e escreva ótimas músicas sobre isso. Pelo bem da arte, vai, Taylor!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Avenida Brasil minimalista

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Em mais de dois anos de blog, eu nunca fiz um mísero post sobre novela #aff. Mas Avenida Brasil é tão sensacional que não poderia deixar de inaugurar a tag #oioioi aqui. :)

A gente já tá cansado de ver pôsters de cinema minimalistas, né? Mas olha que legal e diferente o trabalho que um designer de Porto Alegre fez: desenhou alguns dos personagens de Avenida de forma minimalsta, com suas características mais marcantes. Quem consegue identificar todos?







Já posso recortar o da Carminha e pregar na parede do meu quarto?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

5 covers melhores que os originais

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Vira e mexe eu posto no twitter (me segue, só falo besteira mas de vez em quando dou dicas legais de cultura pop em 140 cc ;) algum cover que acho muito bom, e sempre começo o tweet falando "da série covers melhores que os originais". Só que na verdade nunca fiz uma série, nem mesmo uma listinha com esses covers, ficava só na palhaçada mesmo. Esse post serve pura e simplesmente pra organizá-los aqui.

Claro que você deve saber que foi super difícil escolher só 5 covers. Claro que você sabe também que essa é apenas minha opinião, que os covers que eu escolhi podem nem chegar perto dos originais na realidade. Nem precisava dizer, né. ;)

Sara Bareilles com I Still Haven't Found What I'm Looking For, do U2

Birdy com Skinny Love, do Bon Iver - Essa menina, Birdy, de apenas 16 anos, também tem outro cover sensacional, de 1901 do Phoenix. Já estamos de olho nela, sim ou claro?


The Kooks com Young Folks, de Peter, Bjorn & John


Chris Martin com My Love Will Not Let You Down, do Bruce Springsteen


Eddie Vedder com The Times They Are A-Changin', do Bob Dylan. Ali[as, Eddie-lindo-Vedder também tem um otimo cover de Last Kiss. E de You've Got To Hide Your Love Away. E eu podia muito bem fazer um top 5 covers do Eddie Vedder <3

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Personagens do cinema em pôsters de campanha política

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Enquanto os jornais ainda não falam muito das eleições americanas e enquanto nas nossas eleições somos obrigados a nos deparar com coisas desse tipo, vamos falar de coisa boa, né.

Já pensou em quão legal seria ter um personagem querido no comando da sua cidade/estado/país? O site Next Movie não só pensou como divlugou uma série de pôsters de campanha de vários personagens famosos da cultura pop. Em quem você votaria?







Pode trazer a urna que eu já quero Ferris Bueller pra prefeito da minha cidade - com Jack Sparrow presidente!

Spice Girls e o melhor dos girl groups

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As Olimpíadas estão quase acabando e eu não fiz nenhum post sobre o assunto, porque, além de eu não ter a menor moral e conhecimento pra falar sobre esportes, não consegui pensar em nenhum gancho interessante que valesse um comentário mais aprofundado aqui. Medalha de ouro de falta de criatividade pra mim, muito obrigada.

Mas devo confessar que, se tem uma coisa que eu gosto mais que as Olimpíadas em si (tem coisa melhor do que sempre ter atrações esportivas diferentes toda vez que a gente liga a tv? óbvio que tem, mas vamos entrar no clima) são as cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas! É entretenimento puro, e a abertura de Londres 2012, com toda aquela overdose de cultura pop, fez meu coração bater mais forte. Sou dessas, foi mal, esportistas.

Só tem uma coisa que me deixou #chatiada nessa abertura: cadêeee Spice Girls?? Teve Sir Paul, lindo como sempre, teve referência a Amy Winehouse. teve até o marido da Victoria, aquele deus, fazendo participação de honra, mas por que não teve Geri fazendo um revival de seu lindo vestido com a bandeira do Reino Unido. Certeza que se as meninas tivessem aparecido e mandado o clássico "Wannabe", a Rainha não teria ficado tão entediada.

Mas enfim, se em Londres não tem Spice Girls, aqui tem! Peguei toda essa minha indignação pra aproveitar e falar um pouquinho mais dos meus girl groups preferidos. =)


Acho que o que eu sempre amei mais nas Spice Girls é o fato de elas não só não rejeitarem como também já se apresentarem ao mundo com aquilo que a gente diz odiar, mas adora colocar nos outros: rótulos! Sendo uma a "baby", outra a "posh", outra a "ginger", outra a "sporty" e outra a "scary", elas incentivaram meninas do mundo todo a se inspirarem e se definirem nesses moldes também - o que nem sempre é uma coisa negativa, pode ser até bem divertido. Ou seja, jogada de marketing genial + figurinos sem noção + coreografias e músicas chiclete = como resistir?
A mais marcante: Wannabe, pleo amor de deus.
Ouça também: Say You'll Be There (minha preferida), Spice Up Your Life.

Destiny's Child


É falar de Destiny's Child e a galere só lembra da Beyoncé, mas na verdade o grupo jamasi teria tido tanto sucesso se Michelle Williams e Kelly Roland não compartilhassem com Bey os penteados estranhíssimos, os figurinos bizarros e os hits super feministas e ótimos pra cantar e dançar! Elas não eram só um grupo na formação, eram um grupo também nas letras de suas músicas.
A mais marcante: Survivor
Ouça também: Say My Name, Bootylicious

The Supremes


Se Elvis é o rei do rock e Madonna a rainha do pop (recalcados diriam que hoje ela é a tiazona né, maldade), então não tem como negar que as Supremes são as rainhas, deusas, gênias dos girl groups. E do Girl Power. Pode procurar, duvido que você ache grupos de garotas tão talentosas, tão a frente de seu tempo e com cabelos tão loucos e figurinos tão deslumbrantes quanto essas três aí.
A mais marcante: You Keep Me Hanging On
Ouça também: You Can't Hurry Love, Baby Love

The Runaways


As meninas do The Runaways provavelmente cuspiriam na minha cara se soubessem que eu estou aqui, em 2012, ainda tentando classificá-las como um girl group. Mas esse "rótulo" não tira a atitude rock delas que até hoje não foi superada por nenhuma outra banda só de garotas! Além de músicas ótimas e estilos incríveis, talvez o maior legado das Runaways foi servir de inspiração pra tantas outras mulheres (e homens também) que se meteram a fazer rock por aí.
A mais marcante: Cherrybomb
Ouça também: Queens of Noise, Rock 'N' Roll

Outros Girl Groups que não escapam do guilty pleasure de ninguém:

* TLC: uma cópia versão 1,99 do Destiny's Child, vamos admitir, mas vamos confessar também que é impossível ouvir No Scrubs e não ter vontade de cantar junto e fazer a dancinha da cabeça estilo Fat Family com o ritmo da música.

* Atomic Kitten: eu devia ter vergonha de vir aqui falar que conheci uma banda pela música que toca na abertura do filme Lizzie McgGuire - Um Sonho Popstar, mas olha, nem tenho. Essas meninas do Atomic Kitten têm umas músicas bem legaizinhas, tais como o cover de Tide is High (originalmente do Blondie), que Hillary Duff curte no filme, e If You Come To Me.

* Pussycat Dolls: É. Também acho a coisa toda meio vergonha alheia (as meninas usam batom snob, desculpa mas tô julgando) e meio piriguetagem, mas vai dizer que você nunca dançou Don't Cha na balada ou ouviu Stickwitu pensando naquele babaquinha que você era apaixonada? Been there, done that, né?

E depois desses ótimos exemplos de girl groupies, será que ainda rola ter esperança de um reencontro das Spice Girls no fechamento das Olimpíadas? #Soubrasileiraenãodesistonunca


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cluelist: a anti-heroína

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Daí que como o que eu mais faço aqui é falar aleatoriedades sobre filmes, músicas, séries e livros, pensei, por que não inventar uma desculpa pra falar só disso uma vez por semana sem motivo algum?

E assim nasce a Cluelist, que vai ser, daqui pra frente (se disposição eu tiver, e eu hei de ter), um post com dicas de entretenimento que girem em torno de um tema específico. Me inspirei nas listinhas que o site Rookie solta uma vez por semana também.

O tema de inauguração é um dos meus preferidos do momento, que eu já falei aqui e até a Veja anda comentando: a anti-heroína.

Caindo na Real
Depois que eu publiquei minha listinha de anti-heroínas, me senti meio em falta por não ter falado sobre a Lelaina (interpretada pela deusa Winona Ryder) de Caindo na Real. Porque ela não faz nada muito ilegal ou maldoso, mas leva uma vida que faria qualquer mocinha perfeita ter calafrios: tem um emprego zoado, perde o emprego, vai em busca de empregos piores ainda. Tem pais meio estranhos e amigos com problemas maiores que os dela. A vida amorosa é aquela confusão de sentimentos e joguinhos (apesar de ter um boy bem magia envolvido). No meio disso tudo que é ter 20 e poucos anos, Lelaina passa os dias mais deprês deitada no sofá, toda embarangada, comendo, fumando e vendo tv. Claro que essa é uma parte "não repita em casa", mas o filme todo é de uma realidade não sufocante, com alto teor de identificação e super divertida durante a trama inteira.

Pink, Funhouse (2008) e I'm Not Dead (2006)
Pink até tem suas baladinhas de amor (como a maravilhosa Who Knew), mas é nas músicas cheias de raiva, sarcasmo ou ironia que ela mostra a que veio e porque é diferente de todas as outras cantoras pop. Destaque para U + Ur Hand, So What (genial se vc estiver em um momento de insatisfação com o mundo e quiser cantar gritando) e Stupid Girl, uma grande crítica à indústria da beleza, que faria qualquer mocinha alienada ou panicat da vida se envergonhar por uns dois meses.

New Girl
Precisa ter bastante personalidade e carisma pra ter um adjetivo criado especialmente pra você, né? A Jess (Zooey Deschanel) tem. Ela é a definição de "adorkable" = uma pessoa adorável porém meio boba, meio nerd, meio atrapalhada, meio a coisa mais fofa do mundo. O que faz da serie ainda melhor, além do jeito zoadinho de ser da Jess, são seus amigos, todos bem zoadinhos também :)

Verão na Cidade
Eu sempre achei Carrie Bradshaw una das maiores anti-heroínas da cultura pop, apesar de ela ser protagonista de uma das produções de maior sucesso entre o público feminino. E lendo Verão na Cidade eu pude ver que estava certa. O livro conta a história dos primeiros meses de Carrie em Nova York, e narra as primeiras experiências erradas, bizarras e/ou super divertidas dela com as pessoas, a carreira e a cidade. Resultado: um livro pra devorar em poucas horas de tão bom.

Girls
Eu li uma entrevista da Lena Dunham dizendo que a coisa mais difícil para ela como roteirista, produtora e diretora de Girls era colocar realidade dentro da série. Se eu já a respeitava e admirava antes, depois dessa então...o que Girls tem mais, e de melhor, é a realidade gritante de cada personagem (o que eu já falei aqui). E tentando perceber quem é a mais imperfeita, confusa ou sem noção delas, a gente também percebe com qual se identifica mais e como a série é genial, tanto que acaba de ser indicada a 5 Emmys.

White Girl Problems
Esse é pra rir (muito), mas só se você tiver estômago pra muito sarcasmo e humor negro. White Girl Problems é originalmente um livro, mas não deixe, por favor, de acompanhar também o twitter e o blog. Babe Walker, a autora, adora falar mal dos outros, dar conselhos absurdos para suas leitoras e, principalmente, comentar o mundo das celebridades e falar com muita acidez dos problemas de garotas que na verdade nem têm problemas tão grandes assim. Talvez você ache Babe uma estúpida e odeie a personalidade dela. Mas talvez você abrace o jeitinho dela de ser e reconheça que ela é tão anti-heroína, mas tão anti-heroína, que ela só não é mais vilã porque é inevitável concordar com o que ela escreve.