sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A genialidade de John Hughes


Hoje, dia 6 de agosto, é aniversário de morte de John Hughes, pra mim um dos diretores mais geniais de todos os tempos. Porque ele soube traduzir como ninguém para o cinema a linguagem, a aparência e o pensamento da adolescência dos anos 80 sem usar os estereótipos e clichês clássicos (e ruins). Tanto que, até hoje, é impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com alguma personagem, alguma situação, algum corte de cabelo tosquíssimo que você também usava aos 14 anos.

Por isso que o post de hoje é uma homenagem a ele. Vou falar um pouco dos quatro filmes principais de John Hughes, ou os que eu acho mais legais, hehe. São eles:

Curtindo a Vida Adoidado


Sinopse: Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um adolescente no último ano da colégio e disposto a aproveitar a vida. E pra ele, tá bem claro que não dá pra fazer isso numa sala de aula, ouvindo um professor chato balbuciar coisas mais chatas ainda. Então, ele convoca o amigo Cameron e a namorada Sloane pra matar aula e curtir o dia na cidade. Só que, pra complicar um pouquinho as coisas, tem a irmã dele e o diretor da escola, que não querem deixar Ferris escapar ileso de suas peripécias juvenis, hahaha.

Por que é legal: porque é real. Claro que dificilmente alguém vai sair por aí dirigindo uma Ferrari do pai, fazendo um monte de loucuras e etc. Aliás, se seu pai tiver uma Ferrari já é algo um tanto fora do comum. Mesmo assim, Curtindo a Vida Adoidado é real porque mostra a escola do jeito que a maioria dos adolescentes realmente a vê: um porre. E o pensamento de Ferris Bueller é bem o retrato da juventude, e num sentido atemporal, que quer aproveitar a vida acima de tudo.

Destaques: Bom, o destaque óbvio é a cena do desfile, com Ferris cantando Twist and Shout, que eu até já mencionei nesse post aqui. Mas vale lembrar também dos outros vários lugares da cidade que Ferris visita (o museu, o jogo de baseball, o restaurante, o prédio alto) e a cena da delegacia, com dois atores super importantes ainda bem jovenzinhos: Jennifer Grey, a Baby de Dirty Dancing e Charlie Sheen, de Two and a Half Man! :]


Quotes: bom, se você ainda não foi convencido de que o filme é legal e vale perder uma tarde para vê-lo, talvez essas fotos, com algumas das cenas e diálogos mais legais te ajudem:


Sixteen Candles


Sinopse: Samantha é uma adolescente que, no dia em que completa 16 anos, vive um pequeno inferno familiar e escolar. Sua grande e pentelha família está uma confusão por causa do casamento de sua irmã mais velha, e na escola, o carinha que ela gosta nem sabe que ela existe, ela é meio loser e um nerd do colégio não pára de dar em cima dela. Nessa zona toda, guess what? Ninguém se lembra do aniversário de Samantha. Mas, durante a festa do colégio naquela noite, tudo pode acontecer.

Porque é legal: porque todo mundo AMA rir da desgraça dos outros. E na vida teenager de Samantha, vamos combinar, desgraça pouca é bobagem, né! É o mais engraçado filme desses que estou citando, com momentos hilários. E também tem um quê de realidade ao mostrar o quanto a adolescência é um período difícil, seja porque você usa um aparelho horrível nos dentes, ou porque a loira gostosa sempre chama muito mais a atenção ou porque os meninos são sempre uns bobos mesmo, haha.

Destaques: Sem dúvida, a festa do colégio é o momento mais legal do filme. Preste atenção no amigo nerd de Samantha, ótimas cenas com ele. A festa na casa do cara popular também tem seus bons momentos, e faz a gente ter vontade de ter esses tipos de festa jovem e tipicamente americans aqui no Brasil também. Ah, e destaque super pro japonês intercambista que se hospeda na casa da Samantha. Humor pastelão e risadas garantidas!


Quotes: mais um pouco de Sixteen Candles (ou Gatinhas e Gatões, tradução horrível do filme)


Pretty in Pink


Sinopse: Molly Ringwald dessa vez faz o papel de Andy Walsh, adolescente relativamente pobre que estuda em colégio de ricos e trabalha numa loja de discos. Andy é zoada na escola por sua posição social e também por seu estilo, ousado e diferente das outras meninas. Ela só tem um amigo, Duckie, que é super apaixonado por ela, que é apaixonada, claro, pelo cara bonito, rico e popular do colégio. No meio desse ambiente não muito agradável, Andy fica no dilema: ir ou não à formatura?

Por que é legal: porque qual o adolescente que nunca ficou de saco cheio da vida que levava e nunca teve vontade de ser outra pessoa, me diz? Assim como no caso de Sixteen Candles, a personagem principal não é a menina perfeita, super boazinha e heroína. Ela se irrita, fica de saco cheio da vida, mal humorada, enfim, tudo que uma pessoa normal também faz. É legal também observar como ela usa dois artifícios pra escapar de vez em quando dessa realidade que nem sempre é feliz: a moda e a música. A cena em que Andy customiza o vestido rosa do título é inspiradora.

Destaques: sem dúvida, o destaque máximo e absoluto é Duckie, vivido por Jon Cryer, o Alan de Two and a Half Man! O personagem dele é o melhor do filme rouba a cena completamente e faz com que toda garota deseje um melhor amigo como ele. Não perca as cenas dele cantando Elvis Presley no quarto de Andy e dançando na loja de discos. A chefe de Andy na loja, inclusive, também é uma personagem ótima.


Quotes: no filme que mais fala de moda, preste atenção no estilo de Andy e de Duckie:


O Clube dos Cinco


Sinopse: Cinco adolescentes cometem delitos estudantis e têm como punição passar um sábado no colégio, na companhia uns dos outros, com o diretor na sala do lado. O problema é que cada um deles é totalmente diferente do outro. Tem a garota estranha, o atleta, o rebelde, a popular e o nerd. Nesse dia, eles passam a se conhecer mais, e principalmente, conhecer mais a si mesmos também.

Por que é legal: "What's bizarre? I mean, we're all pretty bizarre. Some of us are just better at hiding it, that's all". Essa frase resume bem porque O Clube dos Cinco é tão legal. Porque no fundo, no fundo, apesar das aparentes diferenças, todos nós somos bem parecidos. Todos temos nossas bizarrices, nossos problemas, nossos podres. E o filme mostra isso perfeitamente bem. É, ao mesmo tempo, comédia, drama, romance. Impossível não se envolver na história, não se identificar. Sem dúvida, pra mim é um dos filmes mais legais ever.

Destaques: não dá para destacar apenas um personagem, todos são importantes na trama. Mas algumas cenas são clássicas, como a que eles dançam na biblioteca, e, principalmente, a da "terapia de grupo". Aliás, as atuações desses cinco atores são sensacionais.


Quotes: alguns dos diálogos mais inteligentes e interessantes que eu já vi estão nesse filme. sério.


Bom, depois desse post ultra mega gigante, só me resta dar o caminho pra quem quiser assister esses filmes, né!


Obrigada pela atenção e bom filme! haha :)

Fotos: Google Imagens, One Day, One Movie e We Heart It

2 comentários:

  1. Ótimo post (boas fotos), mas faltou só Alguém Muito Especial (Some Kind of Wonderful) o menos engraçado mas mais tocante deles. Watts e Amanda Jones são considerados os melhores personagens escritos por Hughes (depois do Ferris, claro). Recentemente Gilmore Girls e Ele Não Está Afim de Você citaram "Amanda Jones" :-)

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  2. bacana!!

    mas ainda acho que Plains, Trains and Automobilies com John Candy e Steve Martin tinha q estar nessa lista!!

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