terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ídolos juvenis, por favor...

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Crescer é um processo difícil. A gente não pode mais fingir que acredita em Papai Noel pra pedir três presentes, um pra ele e um pra sua mãe e um pro seu pai (se você não fazia essa malandragem, desconsidere), não pode mais se entupir de danoninho e Ana Maria com a desculpa de que é criança, e quando crescer vai ficar esbelta (se você não fazia essa gordice, desconsidere de novo. É, eu não fui uma crianca muito exemplar), não pode mais passar a tarde assistindo tv e fazendo lição de casa, na folga. E como se não bastasse ser privada de todas essas coisas, a gente ainda tem que viver pra ver nossos ídolos de juventude destruírem nossas paixonites infantis. E aí, caro leitor, eu te pergunto: como lidar?

Bom, antes de tudo, acho que devo relembrar aqui que eu sou uma românica incurável. Daquelas que sonha em casar na igreja e sonhava em receber flores no colégio. Nenhum dos dois rolou (ainda né, quem quiser me mandar flores na faculdade, estamos aí), mas essa é uma característica do meu dna, que sempre esteve presente na minha vida. Desde criança. E dos meus 8 aos 12 anos, sei lá, minha especialidade era o amor platônico. Por atores e cantores famosos, de preferência. Porque os garotos da minha escola ainda estavam mais preocupados com competição de "consigo cuspir mais longe que você" - e acho que ainda estão.

Então que, pra resumir, a gente cresce sendo encantada por esses seres juvenis bonitinhos. E um belo dia, a gente abre o Ego ou o Just Jared e vê que aquele seu amor de infância e/ou adolescência cresceu também. E não ficou legal.

Você, leitor, pode até pensar que eu estou fazendo um julgamento incoerente com esses meus ídolos juvenis. Porque né, ninguém tem a obrigação de manter, na idade adulta, a fofura que tinha quando era criança. Eu sei bem disso, afinal eu tenho espelho em casa. Mas você vai poder observar, nos tristes exemplos a seguir, que o que eles fazem conosco, meninas ingênuas que assistem muita tv na infância e ficam com o emocional afetado, é pura crueldade.

Começando por um clássico. Se você é da mesma geração que eu, com certeza assistiu Chiquititas. E estatísticas oficiais (leia-se pesquisa cujas fontes são: eu e todas as meninas que eu conheço) confirmam que 10 entre 10 telespectadoras eram apaixonadas pelo Mosca, este garoto fofinho aí embaixo. Eis que um dia você decide procurar por ele no Google Imagens (é, você não tem nada melhor pra fazer mesmo) e vê a versão adulta e "mano" dele, aí embaixo também. Então você pensa, tá, podia ser pior. Ele podia usar um cabelinho comprido preso pra trás com tiarinha. Pois é.


O mesmo vale para Aaron Carter, o irmão do Nick. Um dia ele tá lá, todo loirinho, bonitinho, cantando Summertime, sendo disputado por Hilary Duff e Lindsay Lohan. No outro, ele virou um mlk piranha. E eis o susto:


E minha queixa não é só em relação à beleza, não. Veja os meninos do Hanson. Cresceram relativamente bem, cortaram aqueles cabelos dos anos 90, continuam bonitinhos, vai. Mas todos não tem nem 30 anos e já estão casados e cheios de filhos! Só o Taylor (o vocalista) já tem 4! Daqui a pouco, já estão iguais  àquele tiozão das festas de família que sempre faz a piada do "é pavê ou pacomê?"! Sabe?


Mas nada, NADA supera a esculhambação dele, o insuperável, o inigualável: Felipe Dylon. Vou confessar que eu tenho dois cds dele aqui em casa, várias revistas Capricho e Atrevida com ele na capa e sabia cantar Musa do Verão, Deixa Disso, tudo de cor. Sim, meu passado super me condena. E aí, quando eu acho que o período negro dos meus 13 anos tinha ficado para trás, ele ressurge, não só gordinho como cheio de dreads na cabeça! E ainda me dá entrevista falando que foi pra rehab por causa de falta de potássio!!! A gente não sabe se ri ou se chora. Sério.


No fim das contas, caro leitor, fica a pergunta: porque todos os nossos ídolos de infância não podem crescer como Justin Timberlake? Ou mesmo Jonatas Faro, que também fez Chiquititas e hoje se encontra bem apresentável, hein? Tô pedindo demais, gente?


Sério, fica aqui o meu apelo aos Justin Bieber's, Restart's e outros ídolos infantis/adolescentes de agora. Não decepcionem suas fãs. Não se esculhambem tanto. Se tornem homens de respeito, pra que a gente não tenha vergonha de falar pros nossos futuros filhos: "eu era apaixonada por esse cara quando era pré-adolescente".

Enfim, ídolos juvenis, por favor, não destruam infâncias. Pra isso já basta a Maísa, né.

2 comentários:

  1. O que mais me decepcionou foi o Felipe Dylon, fato :(

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  2. haha,eu também era apaixonada pelo Mosca.
    Olhando as fotos o que mais me impressiona(negativamente,é claro) é o Felipe Dylon.Já o Justin Timberlake evoluiu bastante.

    Bjs,adorei o post.

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