sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Valentine's Day e as cartinhas de amor

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Não sei se alguém percebeu, mas essa semana eu curti falar sobre livros né. Já foram dois posts, bem grandinhos até, sobre o tema, e este será o terceiro :)

Não sei também se todo mundo sabe, mas segunda corrigindo a burrada que eu tinha dito antes), 14 de fevereiro é o dia em que é comemorado o Valentine's Day em vários países, o equivalente ao Dia dos Namorados aqui. Não vou gastar aqui toda minha saliva falando sobre o dia dos namorados no cinema, nas séries, etc (porque senão não sobre nada pra junho, né), mas, sobre a arte da escrita, tem um assunto amoroso que dá pra falar super bem aqui hoje (e não, eu não estou falando dos livros de Nicholas Sparks).

Estou falando de cartas de amor. Uma vez, li um crítico dizer que nenhum ser humano pode escrever uma carta de amor sem parecer minimamente insano. Cartas de amor são como cartas de suicídio - se alguém está na posição emocional pra cogitar escrever uma, certamente tá sem condição de fazer qualquer coisa com algum sentido, alguma razão. Comparações sinistras à parte, acho que essa teoria bem verdadeira! Porque né, a única carta de amor que deve ter alguma razão e sensatez é contrato de casamento :S

E é nessa linha do insensato coração que foram feitas essas cartas de amor, que agora foram compiladas em livros. Livros esses que, apesar de terem o mesmo tema, são bem diferentes uns dos outros. Olha só:

Já falei aqui sobre ele, mas não custa relembrar: Love Letters of Great Men (na versão traduzida, Cartas de Amor de Homens Notáveis) traz em suas páginas todo o amor e a paixão de homens que mudaram o mundo. É legal ver que, mesmo gente que não tem nada a ver uma com a outra (Napoleão e Darwin, por exemplo) são super parecidas quando se trata de demonstrar todo seu romantismo às mulheres amadas. Muito legal!

Meio que em resposta a esse livro, surgiu o Other People's Love Letters, cujo nome meio auto explicativo também não engana. O livro contém cartas de gente desconhecida, ou, como o próprio subtítulo diz, as 150 cartas de amor que você nunca veria. E, talvez por isso seja tão interessante ou ainda mais do que as cartas dos caras famosos. Ler uma carta fofa e ficar imaginando a história das pessoas envolvidas, como elas vivem hoje, só eu tenho esses devaneios ;P

No mesmo estilo desse livro, tem também o Dear Old Love, feito só com notinhas e bilhetinhos de amor, sejam eles de ficantes, rolos, namorados, maridos, mulheres, e outros que ficaram pelo caminho. Quer dizer, esse é meio que um livro de quotes, de frasezinhas de efeito, só que todas reais e todas com o mesmo tema apaixonadinho. Tem como não amar? (Se você não acredita em mim, clica no link aí de cima e leia trechinhos - sensacionais - das primeiras páginas!)

E, se você tá pensando que cartas de amor não existem mais, hoje a galera não manda nem sms de amor, quando mais uma carta, manuscrita, né? Pois então, repense! Veja esse site, o Lovingyou.com, feito só com cartas de pessoas anônimas e, muito prático, separado por temas: amor à distância, saudades, desculpas, segundas chances…é a tecnologia trabalhando em favor dos corações melosos apaixonados!

Mas olha, se depois de toda essa demonstração pública de amor você estiver se sentindo melancólica, desesperada por, não satisfeita em ter que passar o dia dos namorados brasileirao na bad, ainda ter que ouvir uma pentelha como eu falando do valentine's day e deprimindo corações alheios meses antes, não esquenta. Ser solteira também pode ser ótimo! E acredite, é melhor não ter nenhuma cartinha de amor publicada nesses livros do que ter um outro tipo de cartinha publicada nesse aqui ;)

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