quinta-feira, 31 de março de 2011

Essa é a vida que eu quis

.

Porque quando a gente tem uma semana tensa e complicadíssima de lidar como a que eu tive, um escapismo, um pouco de ilusão e muita comida gordurosa deixam de ser luxo pra serem necessidade ;/

quarta-feira, 30 de março de 2011

Melhores Amigos Gays da ficção

.
Então que a grande vencedora deste programa alto nível que é o BBB foi a Maria! Vou confessar que amo BBB, sempre fui dessas que não compra o payperview, mas logo que acaba o programa, corre pro Multishow pra ver mais 15 minutinhos, hahaha #pobre. Mas acho que o BBB desse ano foi, de todos, o que eu menos assisti. Não sei se por falta de tempo ou por desinteresse mesmo.

O fato é que eu não tava torcendo muito pra ninguém. Mas, ao ver todas as montagens da edição, e ver como Maria era era engraçada, divertida e sempre proporcionava o entretenimento da galere por causa de seus rolos amorosos e, principalmente, quando tava com falando besteira com o Daniel, vi que ela só se tornou essa personagem protagonista do programa por causa do amigo gay do sotaque carregado, das frases sem noção e dos baphões etílicos nas festas, hahaha.

Daí parei pra pensar em quais outros amigos gays da ficção a gente gostaria que existissem de verdade, em nossas vidas. Selecionei sete deles, olha só:


Kurt (Chris Colfer), de Glee, deve ser o amigo gay mais popular da atualidade. Vai ver é porque ele é quase mais mulher que eu, e tem um gosto pra moda sensacional. Vai ver porque ele tem essa carinha de baby e sensibilizou a todos com o bullying que sofria no colégio. Vai ver é porque ele tem uma voz incrível, e sabe muito bem fazer a diva quando é necessário. Mas vai ver também é porque ele tem aquele amigo (colorido) gay ainda maaais lindo. Muito amor, gente.



A Razão do meu Afeto é um filme um pouco antiguinho (1996), que pouca gente conhece, mas, como é protagonizado por dois dos meus atores preferidos (Paul Rudd e Jennifer Aniston), claro que eu tive que assistir. E me surpreendi. É um draminha super bem construído sobre duas pessoas que começam uma amizade meio do nada, e logo já estão morando juntos. Ele é gay, e ela tem um namorado meio nada a ver. Mas, quando ela fica grávida desse namorado, quer que ele assuma a criança, mas ele meio que arruma um namorado, enfim. Os sentimentos vão se confundindo, e tem uma hora que você já não sabe mais pra qual relacionamento torcer. Um filme super realista, super fofo; e o amigo gay é um dos mais legais ever :)



Em Easy A, a protagonista Olive (Emma Stone) é quem faz mais o papel de amigona meesmo do Brandon (Dan Byrd). Ele é aquele típico amigo gay enrustido, com medo de sair do armário. E ele pede uma ajudinha dela pra permanecer ainda mais no anonimato gay! Quando os dois fingem que transam da festa de uma menina do colégio, ele ganha a fama de machão, e ela ganha a fama de galinha que a acompanha pelo resto do filme. Tá, este provavelmente não é o melhor exemplo de amigo gay do mundo. Mas é uma dica pra quem tem um amigo assim. Dê o estímulo e o apoio pra que ele se assuma. Acredite, fica muito mais divertido ;)



Cady Heron (Lindsay Lohan) é a cara da ganância, hein? Não satisfeita em ter um amigo gay, ela tem também uma amiga lésbica (pelo menos até a página 2)! Hahah, o que, vamos combinar, é super necessário pra uma menina que tinha passado a infância e adolescência na selva africana, né? Afinal, quem melhor pra ensinar sobre as agruras da vida (e ensinar que Ashton Kutcher não é uma banda) do que um amigo que sofre com as Meninas Malvadas da escola e que canta Christina Aguileraa no show de talentos?? Damian (Daniel Frazese) é um amigo gay que, sem dúvidas, fez jus à esse que é um dos melhores filmes adolescentes da história.



Awwwn, o amigo gay mais querido de todoos! Stanford Blatch (Willie Garson), de Sex and the City, é bem do tipo companheiro de todas as horas. Estava lá quando a Carrie queria discutir sobre algum relacionamento ou mesmo quando ela foi deixada no altar. E ela também sempre esteve do lado dele, seja na buatchy gay ou na festa de formatura de mentirinha, só com gays e travestis. Tudo bem que a Carrie já tem 3 amigas lindas e super diferentes, e teoricamente não precisa de mais nada. Mas ela é a prova de que um amigo gay sempre tem a acrescentar, e é sempre muito bem vindo na vida de qualquer um :)



É fato que grande parte dos caras gays têm muito mais bom gosto pra roupas e cultura do que muito hetero por aí. E, se ele não for muito afetado, não é difícil uma garota se iludir e começar a vê-lo com outros olhos. Foi o que aconteceu com a pobre menina rica Cher Horowitz (Alicia Silverstone) em As Patricinhas de Beverly Hills. Christian (Justin Walker) era o único cara gato, inteligente e bem vestido da escola. Aí já viu, né. Mas, apesar de não poder tê-lo como namorado, ela o manteve como amigo, que se mostrou a companhia ideal pra fazer compras no shopping. Porque, às vezes, se contentar com o "prêmio de consolação" é o melhor que a gente pode fazer, hahah ;P



Vou ser breve sobre este caso, porque já falei sobre esse filme na semana passada. Mas sério, quem tem um amigo gay como o George (Rupert Everett) de O Casamento do meu Melhor Amigo tá bem de vida, viu. Quem mais largaria uma reunião importante de trabalho pra ir pra outra cidade fingir ser o namorado da amiga que tá querendo fazer ciúmes no amigo que tá noivo de outra pessoa? Hahaha, e ainda por cima levar tudo isso no maior bom humor possível, até cantando no meio de um restaurante! Sério, se você acha que tudo isso é pouco, não perca a cena final. E depois me diz se você também não queria um amigo como ele :)

...

Eu gostaria de terminar este post dedicando-o aos meus dois lindos, incríveis e muito, muito queridos amigos gays, que estão sempre me ajudando com esse blog e me criticando quando não gostam de alguma coisa aqui, haha. Nenhum amigo gay da ficção é melhor do que ter amigos reais como vocês :)

terça-feira, 29 de março de 2011

Meme do dia

.
Apesar de, entre muitas idas e vindas, eu ter blog desde os 12 anos, ainda não sei exatamente como funciona o sistema dos memes. A maioria das pessoas que fazem é por que alguém indicou, ou mandou fazer, como aquelas correntes de email (do tipo se você não mandar pra 47 pessoas até a 00:03 de hoje, alguém da sua família vai morrer, whatever). Mas a questão é que vi este meme no blog de tantas pessoas legais que super acompanho (Fake Doll, Megacombo, Ju Dacorregio) que resolvi fazer a rebelde e fazer esse meme assim mesmo, sem ninguém me convidar. Podjy, né? hahah

Esta listinha de perguntas foi tirada de uma entrevista que a revista Gloss fez com as então candidas à presidência, Dilma Roussef e Marina Silva. Elas responderam as perguntas com o que pensavam quando era jovens moçoilas e o que pensam hoje. Eu vou responder então, o que penso hoje, aos 19 anos. Quem sabe eu não abro esse blog novamente, lá pelos meus 50, 60, e reflito sobre as besteiras que estou prestes a escrever, né ;)



Aos 19…
Eu sou… um pouco diferente do que eu achava que seria quando tinha uns 10 anos, mas, ao mesmo tempo, uma versão evoluída e com alguns (não muitos) centímetros a mais do que naquela época. E sou diferente com pessoas diferentes. Posso ser super palhacilda com uns, super muda com outros. Quer dizer, sou meio freak também, né ;P
Eu quero ser… feliz antes de mais nada (LEITTE, Claudia). Haha, não, na verdade, acho que quero ser alguém que pode dizer que teve talvez não todos, mas boa parte de seus maiores sonhos realizados.
Na minha casa… eu sou estrela! hahana minha casa eu ganho Oscar's, Grammy's e prêmios Nobel, todos devidamente materializados em embalagens de xampu.
Eu encano com… os rumos que estou dando pro meu futuro, a impressão que os outros têm de mim e com a profundidade das minhas olheiras.
E acredito em… Deus, todos os santos, espiritismo, reencarnação e um pouquinho em horóscopo. E, se não for magia negra nem incluir sacrifícios de vidas inocentes, acho que uma simpatia leve também não faz mal a ninguém.
Tenho medo de… me tornar tudo aquilo que eu sempre rejeitei. E de perder pessoas queridas.
Acho graça em… quase tudo. Principalmente de piadas ruins. Rir de si mesmo é a maior arte da vida sim ou claro?
Choro com… filmes de cachorro e Vienna. Everytime.
Não vivo sem… computador, família, amigos, chocolate branco.
Tenho mania de… tirar pontas duplas do cabelo e estralar os dedos. Eu sei, péssimo. Tenho que parar. Começo segunda.
Meus três melhores amigos são… os mesmos há 14 anos :)
Eu tenho como heróis… gente que fez coisas admiráveis, lindas, incríveis, ou simples, mas que fizeram toda a diferença. Gente que me inspira.
Meu sex symbol… é alguém que goste de mim apesar de tudo, que me faça rir, que seja um homem, não mais um cara. E que, por favor, não use calças com a metade da bunda aparecendo.
O amor é… algo que eu bem que pensei, mas sobre o qual eu não consegui criar nenhuma frase de efeito pra postar aqui. Mas enfim, é um bem necessário, e acredito que deve fazer uma puta falta a quem não tem.
Meu livro de cabeceira é… As Meninas. Porque é o único livro que tá efetivamente na minha cabeceira há meses, e que eu marquei as páginas que têm citações e frases bonitas :)
Meu vinil preferido é… eu tinha um vinil da Xuxa e um de Sandy & Junior que ouvia sem parar quando criança. Vale? Porque hoje, só entra mp3 na minha vida...
Meu sapato favorito é… sapatilha. Tenho uma dourada que é praticamente meu uniforme, sem exageros.
No meu armário não falta… blusas brancas, às vezes iguaizinhas, do mesmo modelo. Coisa de quem sempre deixa cair molho de tomate e afins bem antes de sair. Para o pesadelo da minha mãe.
Minha balada preferida… uma que tenha boa música, bons amigos e não tenha muita gente empurrando e forçando contatos indesejados. Mas, na verdade, sou caseira demais pra ter uma balada preferida :S
Minha luta é… comigo mesma, pra vencer as frustrações quando elas aparecem e levantar pra luta de novo.
Meu maior fora foi… o primeiro, haha.
Minha bola dentro… são todas as coisas que eu conquistei até hoje.
As pessoas acham que… deve ter gente que acha que eu sou engraçada, gente que acha que eu sou chata, gente que acha que eu sou inteligente, gente que acha que eu sou tosca, gente que acha que eu sou muito certinha.
Mas eu juro… que talvez eu seja tudo isso mesmo, mas, no fundo, eu sou legal, hahah.
O que eu mais ouço… da minha mãe, que eu sou muito teimosa. Dos meus amigos, "mas você nunca ficou bêbada? Nunca?"
Eu me sinto livre… quando estou sozinha, quando estou no meu quarto, ouvindo minhas músicas preferidas, ou mesmo quando estou voltando do trabalho, numa sexta, ouvindo música também :)
Rezo por/para… agradecer tudo que eu tenho e pedir pelas coisas que eu ainda não tenho.
Meu ponto fraco… é ser um tanto paranóica e desesperada quando as coisas não dão certo. Mas dura pouco.
Meu grande charme… eu gosto acreditar que é o bom humor e a conversa, hahaha...
No chuveiro, eu canto… de Cartola a musicais da Broadway.
De madrugada, eu… sou hiperativa. Escrevo, leio, assisto filmes/séries/programa do Jô/seleção de clipes na tv, e, ocasionalmente, saio pra dar risada com os amigos.
Meu meio de tranporte é… público. Ônibus, metrô, essas coisas lindas da vida (not).
Eu tenho ilusão de… que ainda dá pra fazer um mundo melhor e de educar pessoas melhores para um futuro mais decente. E também tenho a ilusão de casar na igreja, com as minhas amigas de madrinhas, e dançar "valsa" ao som de Dream a Little Dream.
Se alguém disser que eu serei presidente… eu diria "Bitch, please!". Mas né, vai saber...


Particularmente, eu acho que as queridas e ótimas blogueiras Isadora, Lidyanne, Marina e Luiza deviam responder este meme também. Mas, se elas não quiserem, responde aí nos comentários ou no seu blog você também, eu deixo! haha ;D

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pôsters minimalistas da Disney

Tá, tudo bem que esse negócio de fazer pôsters minimalistas de filmes não é nenhuma novidade. Já fizeram com os filmes do Oscar 3458752 vezes, e acho que vão continuar fazendo. Mas gente, vamos falar a verdade, quem liga pra originalidade da ideia quando o trabalho é de um design tão criativo e lindo?

Vide esses pôsters minimalistas de filmes da Disney, feitos pelo designer francês Aurélien Allétru. Ele pega objetos icônicos dos filmes e pronto, aí está seu pôster minimalista. Quem resistee??

 Alice no País das Maravilhas

 Os Aristogatas

 A Bela e a Fera

 Peter Pan

 101 Dálmatas (e palmas pra você que demorou um século pra perceber que isso é a piteira da Cruella)

A Pequena Sereia


Para ver a galeria completa com todos os pôsters, só clicar aqui :)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tendências que não entendo - O Retorno

.
Devido aos milhares de emails que recebi sobre o assunto, vim aqui fazer mais um post Tendências que não entendo. Mentira, não recebi email nenhum. Mas, de fato, o assunto rendeu entre as amigas. Além dos comentários aqui, várias delas vieram me falar "nossa, eu usava isso", "nossa, como eu era brega", "nossa, eu não teria coragem de sair na rua com você se você estivesse usando um babuche!" (sim, minhas amigas são muito amor :P).

O fato é que o assunto rendeu além do esperado, e a gente foi lembrando de váaarias outras cafonices que já estiveram presentes em nossas vidas. Por isso resolvi fazer uma segunda edição deste post, que é praticamente um poço de mau gosto na moda. Mas, como já disse uma vez aqui, o espírito da vida tem que ser a arte de rir de si mesmo. Então, se você curtia alguma dessas tendências incompreensíveis abaixo, vamos rir da nossa desgraça juntas. Se não...bom, então ria só da minha desgraça mesmo ;P


Todo mundo surfistinha


Imagens do Editorial "Peixe Fora D'Água", da edição 930 da Capricho (2003). Clique pra ampliar

Não, eu não tô falando da Bruna. Tô falando da Fernanda, da Nathália, da Letícia, enfim, de graaande parte das meninas lá por volta de 2002, 2003. Não sei se acontecia em todo Brasil, mas aqui em São Paulo, apesar de não ter praia, todo mundo se vestia igual surfista. Explico melhor: existia toda uma tendência, que eu não sei da onde veio, na qual a gente achava bonito usar blusinhas coladas com estampas de hibiscos, tudo, TUDO em azul piscina, calças e shorts de tactel, as lojas da moda eram Bad Cat e Handbook e, não menos importante, esta coisa querida aí embaixo...


O pesadelo




Eu realmente tenho medo de que, depois que for publicado isso aqui, as pessoas parem de ser minhas amigas, parem de olhar na minha cara, parem de ser legais comigo. Porque né, uma menina que usava botinha Lui Lui em sã consciência, sei lá, aos 12 anos, não é muito digna de respeito. E eu acho que o ser humano pode descobrir a cura do Câncer, pode descobrir vida em marte, mas não vai descobrir como não só eu, mas muuita gente conseguia achar bonito esse negócio. E tinha a versão mais menininha da botinha também, que era azul com estampas surfistinhas em couro bege. Uma bota azul e bege, gente. Sem mais.


Elefante na Rave



Calma que essa aqui eu tenho muito orgulho de bater no peito e dizer que nunca tive! hahaha, mas me lembro muuuuito bem que, lá em 2007, 2008, coitada de você que queria comprar uma bota de bico fino ou de couro. Porque quase não tinha. Só o que se via nas vitrines das lojas, principalmente nas mais populares, era essa bota com essa plataforma descomunal, sempre em camurça marrom ou cinza. E a galera gostava de usar pra ir pra balada, mais precisamente pra rave, porque diziam que era confortável, dava pra aguentar melhor que salto fino. Por isso que pra mim, ela tanto pode ser chamada de bota "pata de elefante" como apelidada de "bota de psy", escolha o adjetivo desprezível de sua preferência.


Uma fofura de menina




Toda menina já passou por uma fase patty (alguém ainda usa esse termo?). Nem que tenha sido quando bebê, mas toda menina já teve uma fase de curtir coisas rosinhas, fofinhas, bonitinhas e outros nhenhenhens do gênero. Uma das maiores expressões desse estilo feminino-infantil eram os acessórios de pompom. Você podia encontrar pompons nas coisas mais variadas do mundo; desde canetas, passando por anéis até chegar em cortina (sim, a cortina do meu quarto tinha um puxador com pompom na ponta)! E assim, não acho que seja a coisa mais detestável do mundo. Mas cuidado: se você tiver mais de 8 anos ou não for uma daquelas Harajuku Girls, acessórios de pompom podem dar a entender que você é uma pessoa em crise de idade/identidade. Ou só patty old school mesmo :S


Colar de Tatuagem

Essa é uma das lembranças fashion mais horríveis ever! Todas as meninas com quem eu comentei sobre lembram com pesar de terem usado isso, então esse é meio que a chave de ouro pra fechar esse post. Como não achei fotos e achei que a peça precisava de uma apresentação digna, fiz um video pra mostrá-la. Tenham medo. Sério.

Mas ó, devo fazer algumas considerações: RELEVEM tudo, sou amadora, fiz na webcam do notebook (e olhei muito mais pra tela do que pra câmera em si), estava em bad hair day e tudo que isso me dá direito. E eu não tinha um roteiro do que falar, então neeem falei besteira, neem pensei alto, neeem ri de mim mesma, neeem fiquei sem graça no final, queissomagina. Mas enfim, não se detenham na minha cara de bunda, foco no colar!! hahaha, olha só:

Sim, eu sei que os posts de DIY são quando as blogueiras ensinam as leitoras a fazer algum penteado/make/customização. Mas eu quis zoar a expressão e fazer o trocadilho no título mesmo assim, tenho licença poética pra isso? hahaha ;P


Depois dessa baboseira toda, acho que não tenho mais muito a dizer, né. Me diz vocêe, alguma dessas tendências te trouxe lembranças de um passado negro? hahaha ;)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Essa é a vida que eu quis

.

Meu salário já está quase me dando adeus, mas as coleções de inverno não param de chegaar! E a agonia de querer levar a Zara inteira? E a vontade de comprar um oxford de cada cor? E a coleção da Stella McCartney que já acabou, gente? Sério, não tô sabendo lidar. Só comprar *---*

quarta-feira, 23 de março de 2011

Adele e sua fossa

..
Então que, de uma hora pra outra, todo mundo começou a falar da Adele. Pois é, apesar de o meu querido amigo e colaborador musical deste blog, @lepop, já me falar dela desde 2008, apesar de ela já ter ganhado dois Grammys, já ter discos de platina na Inglaterra, já ter participado do Saturday Night Live, ter saído na Rolling Stone e ter sido a primeira artista a ter uma canção e um disco ao mesmo tempo no número 1 das paradas britânicas depois dos Beatles, o Brasil parece que só se deu conta da existência da pessoa agora, neste mês.

Mas né, antes tarde do que nunca! Além da voz humilhante, acho que um dos grandes motivos pelo qual Adele faz sucesso são suas letras. Ela fala muito do ex-namorado, mas numa fossa legal. Quer dizer, ela não se culpa pelo fim do relacionamento, não implora pra ele voltar, não chora pelo amor perdido. Ela canta às vezes uma tristeza bonita, às vezes a superação, a volta por cima, com um tom de raivinha, de vingança, que dá o tempero certo na música. E isso tudo com 19 anos no primeiro cd e 21 no mais recente! Tem como não amar?

Se você ainda não conhece e quer sentir do que eu estou falando, ouça AGORA Melt My Heart to Stone, Right as Rain, Take It All, Don't You Remember, Cold Shoulder:


Mas ó, Adele não está sozinha neste mundo quando se fala em música de fossa ou em música acabando com os ex da vida. Algumas outras cantoras que fazem muito sucesso hoje tiveram uma trajetória bem parecida com a dela: começaram bem jovens e fizeram fama com letras nesse estilo. Veja de quem eu estou falando:


Joss Stone: Joss começou a fazer sucesso aos 17 anos, e lembro que todo mundo falava dela como "a loirinha com voz de negona". Alguns anos e muitas cores de cabelo depois, ela conquistou um nome bem respeitado no meio musical, com letras ótimas cantadas num soul tão delicioso que nem fica pesado. Ótimo pra ouvir no carro, numa tarde tediosa, antes de dormir, enfim, sempre!!

Exemplos de Joss Stone: Girlfriend on Demand, Security, Victim of a Foolish Heart



Alicia Keys: Sim, porque antes de cantar "In New Yooooork" com o Jay Z, lá estava Alicia, aos 19, 20 anos também, começando a carreira com baladinhas levemente fossa, chegando até onde está hoje, com ajuda deste pequeno vozeirão, lógico.

Exemplos de Alicia Keys: Lesson Learned (com aquele lindo do John Mayer <3), Karma, Try Sleeping With a Bronken Heart



Lily Allen: se você tá procurando uma música pra escrachar com seu ex, achou a cantora perfeita. Lily Allen tem uma voz fininha, bem menininha, mas não tem dó nem piedade quando é pra falar mal deles! Aliás, nem pudor. Se o cara não a deixar satisfeita na cama ou fazer com a trair com a vizinha, cuidado! Ela pode fazer uma música sobre isso e ganhar fama no mundo todo :)

Exemplos de Lilly Allen: Smile, Not Fair, Not Big



Alanis Morissete: Alanis não só consegue fazer a fossa parecer uma coisa engrandecedora como também  consegue fazer a mulher parecer muito superior ao homem tosco da história. E foi com esse tipo de música que ela começou a carreira e ganhou a reputação que tem até hoje, mesmo agora que suas músicas não tem mais esse odiozinho no coração - e talvez por isso nem façam mais tanto sucesso

Exemplos de Alanis: All I Really Want, You Ougtha Know, Right Through You


Um amigo meu me disse um dia que tava querendo se apaixonar, tava disposto até a entrar numa fossa se fosse o caso. Eu disse pra ele que fossa só era legal de viver quando se é um poeta/compositor e dá pra conseguir algum lucro com isso. Mas, vai que um desses caras errados pelos quais a gente esbarra na vida desperta na gente todo um talento pra escrever músicas e ficar famosa, né? Pense bem, uma música assim é o melhor que eu, você, a Adele e todas as mulheres do mundo temos a oferecer aos trastes por aí ;P

terça-feira, 22 de março de 2011

A Batalha dos Filmes Gêmeos

.
e esse provavelmente foi o título mais sem noção de toda minha vida ;P

Querido leitor, não sei quantos anos você tem, mas imagino que, durante seus anos de vida, você já deve ter percebido que criatividade não é um dom que todos possuem. Pelo menos nem sempre. Quem gosta de cinema pode ter oportunidades bem claras de perceber isso.

Sexta-feira estreou um filme estrelado por Natalie Portman e Ashton Kutcher, chamado Sexo Sem Compromisso. Não assisti ainda, não posso me aprofundar nos pormenores dele. Mas sou só eu ou, ao ler a sinopse, dá um sentimentozinho de "já vi isso antes"?

Por isso fiz esse post aqui com alguns filmes "gêmeos", ou seja, filmes que têm algum (ou vários) ponto em comum que fazem com que eles sejam muito parecidos. Escolhi, na minha humilde opinião, o melhor de cada um dos dois. Vê se você concorda comigo:


E sabe o que é pior? Saber que, apesar desses filmes serem todos quase sempre iguais, eu vou continuar gastando preciosas 2h da minha vida pra assistir cada um deles! hahaha, quando é que vão inventar a rehab pra amantes de filmes água-com-açúcar, hein?? ;P

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dance Like No One's Watching


Dance like no one's watching. Foi isso que eu pensei quando vi esse novo comercial da Coca-Cola. Isso e as antigas comunidades do Orkut (das quais eu super fazia parte) "No meu quarto eu sou estrela" e "Canto e danço na frente do espelho" ;P

O videozinho mostra um monte de gente jovem, normal, em seus quartos sendo felizes e soltando a voz; cantando em frente ao espelho, em cima da cama, com "microfones" de escova de cabelo e "guitarras" que mais parecem raquetes de tênis. Em suma, o novo comercial da Coca-Cola tem bem a intenção de fazer valer o slogan "Abra a felicidade". 


Também dá pra ver o making off do comercial, que mostra como foram filmadas algumas das cenas e que tinha gente do mundo inteiro lá:



Olha, te falar que, nessa segunda-feira fria e gripada aqui, tô achando mesmo que a única receita de felicidade no momento é tomar muita coca-cola e colocar uma música bem alta pra cantar junto como se não houvesse amanhã :

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mulherzinhas

.
Quando eu estava no colegial, tinha um grupo de meninas lindas na minha sala. Tá, só duas eram gatenhas, mas as outras, só de andar com elas, já estavam automaticamente no mesmo patamar, né. Enfim, lindas. Eram super magras mas tinham peito pra encher decote, tinham cabelos lisíssimos e com luzes perfeitas, sabiam passar delineador como ninguém, tinham os pulsos cheios de pulseiras swarovski, não tinham uma espinha na cara e estavam sempre nas capas das comunidades "Mais Gatas do Orkut" e afins.

Não é difícil imaginar que ser amiga delas era uma humilhação pela qual todas as meninas fisicamente menos privilegiadas das escola queriam passar. Inclusive eu, lóogico. Um dia, estava eu matando aula de educação física (eu sempre, sempre matava as aulas de educação física) quando uma dessas meninas teve crise de asma, saiu da aula e sentou perto de mim com a amiga. Eu fiquei ali, ouvindo o papo delas e esperando qualquer brecha pra soltar um comentário simpatiquinho e daí começar a vida como BFF das limdas. Mas não deu. Não porque elas eram do mal e ignoravam a garota dos dentes tortos aqui. Não, elas eram até legaizinhas, boas pessoas. Não deu porque eu não consegui achar nenhum comentário útil pra fazer no único assunto delas: homens.

E não foi só dessa vez. Tive várias outras super-oportunidades de contato com elas, e era sempre o mesmo tema. No restaurante: será que ele volta pra mim? No intervalo: será que eu volto pra ele? No shopping: você acha que ele fica comigo? Durante a aula: na minha festa de 15 anos (olha mudou!), você acha que eu fico com ele (é, não mudou)? E sempre num tom de melancolia, coisa de sair correndo pra chorar no banheiro durante o recreio porque tocou a música "deles" na rádio da escola, sabe (Big Girls Don't Cry, lembro até hoje). Ok, entendo que adolescentes tendem a exagerar na tosquice e fazer de coisas pequenas a pior tragédia do mundo. O que eu não entendia era como meninas perfeitas, que teoricamente já têm a vida mais feliz só por não precisar se preocupar com o frizz do cabelo, por exemplo, conseguiam ser tão infelizes e sofrer tanto por causa de…homem (coisa que devia ser muito mais fácil pra elas arranjarem também, né)!

Mas olha, acho que não é só coisa de adolescente. Faça o exercício de pegar uma revista Nova pra ler. Já te adianto de antemão os assuntos que você vai encontrar lá: homem, homem, homem, plástica, homem, homem, posições sexuais, homem, dieta, atriz linda humilhando na capa com corpo perfeito para satisfazer o…? Ganha um chocolate quem adivinhar (porque só chocolate cura falta dele, né!). Tem até uma seção na revista Alfa em que a brilhante, gênia, ídola, escritora Tati Bernardi comenta as matérias dessas revistas sobre o sexo masculino. Veja por exemplo essa reportagem que ensina a conquistar um marido em poucos meses.

Já dizia a mesma Tati Bernardi que:

"Queimamos sutiãs, a Madonna desceu na boquinha da garrafa dentro da igreja, minha mãe me criou repetindo diariamente que nenhum homem presta, Simone de Beauvoir estava linda na foto da bunda com celulite, Carrie Bradshaw deu para Nova York inteira e Lilly Allen canta com fofura e maldade sobre o loser que não nos faz gozar. Apesar de tudo isso, (…) eu ainda fico mal pra cacete quando estou sem um namorado. Ou melhor: fico mal sem cacete." (link para o texto na íntegra)

E é verdade. Até agora eu só critiquei, mas não me excluo das agruras femininas. Porque né, eu também gosto da fruta, fico endeusando o James Franco no twitter, choro em todo casamento que vou, sou a pessoa mais romântica que eu conheço, leio reportagens do tipo "pesquisas mostram que mulheres estariam dispostas a sacrificar a vida profissional pela família" e acho que, mesmo sofrendo muito, eu faria o mesmo. Não julgo quem gosta da Nova nem quem tem como bíblia livros do tipo Por Que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?, tenho até curiosidade de ler um dia. Mas a questão é: será que quando a mulher muda o foco da sua vida pra vida dele, só fala nele, pensa nele, chora por ele, não, não liga pra ele; ela deixa de ser mulher pra ser só machista? Ou melhor, será que ela deixa de ser mulher pra ser só uma coisa pequena, limitada, uma mulherzinha?

Também não sei se é só um incômodo meu. Sou dessas que não votou na Dilma, mas fica feliz de vê-la ali na presidência e ali no programa da Ana Maria Braga, falando de inflação e fazendo omelete ao mesmo tempo. Sou dessas que era muito mais fã das Spice Girls do que dos Backstreet Boys. Sou dessas que faz uma semana inteira de posts dedicados a nós, mulheres. Enfim, tenho um quê de feminismo dentro de mim. Mas acho que, sinceramente, eu não me satisfaria só pelo fato de ter um homem perfeito comigo. E sei lá, realmente não tenho muita experiência no assunto, posso super estar errada, mas acho que um homem não ia querer ficar comigo pra sempre ou voltar pra mim, como diziam as meninas da minha sala, só pelo fato de eu ter um par de peitos ou saber algumas "posições para deixá-lo louco na cama".

Não vim aqui falar que a mulher precisa se dar valor, porque isso até o Diogro do BBB já disse. Também não vim falar que nós, mulheres, precisamos nos unir pra conquistar o mundo, porque isso alguém lá nos anos 60, ou antes, já disse também. Mas sabe o que eu queria dizer, de verdade? Queria dizer que, se um homem eu fosse, acharia chato demaaaaais ficar com uma mulher monotemática, que só vive pra agradá-lo, que vive em função dele. Porque, quando isso acabar, quando a bunda dela já for filme repetido, o que vai sobrar pra quando o cara quiser uma companhia legal pra ver tv num dia chuvoso? E muito pior, se a relação acabar, o que vai sobrar pra ela (além do chocolate, claro)?

No fim, a mesma Madonna que "dançou na boquinha da garrafa na igreja" é a Madonna cinquentona que pegou (e já largou) o Jesus; e ela vai muito, muito além dele. A mesma Carrie que "deu pra Nova York inteira" é a Carrie que pastou, mas casou com Mr. Big; e ela é muito, muito maior que ele (com trocadilho, por favor). No fim, são essas mulheres legais, incríveis, com imagens fortes, bem sucedidas, que ficam pra história, e é nelas que as garotas lindas da minha classe e as pessoas que compram Nova deviam se inspirar.

Tem uma cena no filme Digam O Que Quiserem em que a amiga do protagonista fala assim pra ele: "Don't be a guy. The world is filled with guys. Be a man". Termino esse post dedicando a mesma frase, devidamente adaptada, a todos os seres do sexo feminino que me leem neste momento: Não seja uma mulherzinha. O mundo tá cheio delas. Seja uma mulher.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Editoriais femininos

Como quinta-feira geralmente é o dia em que eu posto fotos aqui, escolhi dois editoriais legais pra mostrar nesta semana.

Um é até um pouco antiguinho, de 2009 eu acho, mas é um dos editoriais mais incríveis que eu já vi na vida. E nem tem cenários maravilhosos, roupas que você deseja mais que tudo no mundo, modelos de uma magreza irritante. É incrível porque coloca mulheres famosas e admiradas de hoje homenageando mulheres famosas e admiradas do passado.

O editorial American Icons foi publicado na revista Glamour à época do Dia da Mulher também. Veja quem foram as celebridades participantes:


Emma Stone fazendo a Carrie Bradshaw (ah é, o editorial também homenageia personagens e/ou ícones da cultura pop! muito amor!)


Camila Belle de Mary Tyler Moore


America Ferrerra de Dolores Huerta


Alexis Bledel como a mulher do cartaz We Can Do It


Alicia Keys de Michelle Obama


Hayden Panettiere como Amelia Earheart


Emma Roberts copiando Audrey Hepburn em Cinderela em Paris 


Lindsay fazendo a Madonna em Like a Virgin

Todas as fotos deste editorial podem ser vistas aqui

O outro editorial é bem mais recente e bem menos badalado. Lembram da Vovó Super-herói? Então, ela está de volta! Hahah, o mesmo fotógrafo que fez aquele editorial pegou a vó pra ser modelo de novo. Desta vez, a ideia é comparar uma modelo e a senhorinha, e a diferença de uns 70 anos entre as personagens.




Clica aqui pra ver todas as (várias) outras fotos dessa série


Vou confessar que nem curto muito posar pra fotos (na verdade não curto nada!), mas pra esses editoriais eu bem que abriria uma exceção *---*

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mulheres no cinema

.
De uma rainha a uma estudante, de uma advogada a uma cantora, o cinema tá cheeio de mulheres inspiradoras. Inspiradoras por suas histórias de vida, pelo jeito que conduzem as situações, pelas atitudes que têm coragem de tomar e até mesmo pelo jeito de se vestir e se portar.

É inspirada nessas mulheres inspiradoras (ok, tô com overdose dessa palavra hoje, haha) que eu fiz esse post com 9 delas, totalmente diferentes, mas que podem servir de base pra quem quer mudar de vida, começar algo novo ou simplesmente ver uma boa história.

Veja, a seguir, 9 mulheres cujas histórias deram um bom filme:

Para ver o trailer de Educação, clique aqui

Para ver o trailer de Um Sonho Possível, clique aqui

Para ver o trailer de Erin Brockovich, clique aqui

Para ver o trailer de Julie & Julia, clique aqui

Para ver o trailer de Maria Antonieta, clique aqui

Para ver o trailer de Comer, Rezar, Amar, clique aqui

Para ver o trailer de Easy A, clique aqui

Para ver o trailer de DreamGirls, clique aqui

Pra ver o trailer do filme de Sex and the City, clique aqui



O mais legal é ver que várias dessas histórias são reais, quer dizer, não é só na ficção que dá pra ser mulher e ter uma história digna de cinema :)

E você, qual história feminina mais te inspira?