terça-feira, 1 de março de 2011

Tendências que não entendo

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Não sou nenhuma especialista em moda, não tenho muita vontade de trabalhar na área não ando super bem arrumada o tempo todo. Os poucos posts que eu faço sobre o assunto ou são com os looks das premiações hollywoodianas (essas sim, uma paixão) ou com alguma nova tendência da moda que conquistou meu coração. Enfim, o que eu quero dizer é a abordagem de moda que você está prestes a ver aqui é uma coisa super amadora, super opinião-pessoal-não-leve-tão-a-sério. Mas, no final, arrisco dizer que você há de concordar comigo.

Bom, deixe-me explicar a origem deste humilde post. Estava eu, num dia típico de verão em São Paulo, quando uma sucessão de pessoas usando a mesma peça de roupa aparecem à minha frente. Não ao mesmo tempo - vi duas na faculdade, mais uma no metrô, mais uma na rua - mas, mesmo assim, achei quase uma provocação. Todas usavam um negócio até então inédito pra mim: um colete de um tecido molinho, malha talvez, estampado, e o fator "hã?": mais curto atrás e comprido na frente. Vou postar uma foto do limdo pro caso de a minha descrição não ter sido a mais perfeita possível:


Não me levem a mal, acho que o bichinho pode, sim, funcionar bem no look (uma das meninas que vi na faculdade usava um estampado em tons de rosa e verde, com detalhe de renda nas costas; bem legal até). Mas, sinceramente, queria chamar uma Miranda Priestly da vida a se pronunciar aqui pra me explicar da onde surgem essas tendências, gente? Que cada um tem seu gosto, que isso não se discute só se lamenta e tal, ok, concordo, mas alguém sabe dizer quem foi que disse que cortar a parte de trás da roupa pra fazer esse efeito assimétrico era uma técnica que ia te deixar mais fashion por aí? Alguém?

Essa é a questão. Ninguém sabe da onde surge, mas, quando a gente vê, a moça no metrô, a vizinha da rua de cima, a amiga da sua amiga e todo o resto do mundo já tá usando. Inclusive você.

É, tem muita coisa que a gente não escapa, né. Quem não tem um passado fashion que te condena, que atire a primeira pedra. O post de hoje veio não só falar mal das escolhas alheias, mas veio também retomar uma questão profunda e existencial deste blog: a arte de rir de si mesmo.

Então vem cá, vê se você lembra dessas tendências que eu não entendo, mas às vezes, até usava:

Dijean da depressão


Ah, a sandália Dijean plataforma. Sério, alguém devia investigar se é algum poder sobrenatural dos estilistas que faz com que todas as sandálias da marca consigam, ao longo dos anos, sempre se superar no design PAVOROSO dos sapatos. E né, alguém devia investigar também porque pessoas de boa índole, bom coração, caem nas graças dessas coisas. Eu fui uma delas. Apesar da minha mãe relutar em comprar, dizendo que parecia um rádio, tive um modelo desse aí de cima, em 2003, acho. Eu e mais uma amiga tínhamos a preta, e mais duas amigas tinham a branca. Adivinha se a gente não combinava de ir ao shopping juntas, com o mesmo sapato? Deus, tenha piedade de nossas almas pecadoras fashion.


O pai do Clog


Vou confessar que não consigo usar clog por trauma desse troço aí. É, porque muito antes de aparecer no desfile da Chanel, muito antes da Alexa Chung sair na capa da Vogue usando um, eu já tinha o meu babuche da Dakotinha aqui, tá melbein. Não que seja motivo de orgulho. O negócio era diferente de hoje; tinha um salto grosso e quadrado, era mais aberto dos lados e tinha um bico meio redondo, meio quadrado também. E, pra completar, era época que passava a novela Celebridade, e a personagem Darlene (Deborah Secco) usava umas sandálias meio no estilo do meu babuche com meias coloridas. Eu tinha 12 anos e adorava a novela. Tire suas conclusões.



Toda trabalhada no swarovski


Beijo pra você que bem que queria, mas não conseguia acompanhar as meninas mais ricas do colégio, que tinham os dois pulsos completamente cobertos por essas pulseirinhas de cristal. Eu imagino o que elas fizeram com essas peças, que eram muitooo moda há uns 4 anos, mas hoje eu não vejo mais ninguém usando. E não era baratinho; lembro de pagar de $15 a $30 reais nelas, por isso eu só tinha umas 5, cuja maioria eu ganhei de presente. Tinha até amiga que ia na 25, compra a os cristais, fio de nylon e fazia as benditas em casa pra vender. No fim, ainda acho que era bonitinho. Mas hoje, se encher de swarovski pra ir pra escola é uma tendência que eu realmente não entendo.


Falcão feelings


E quando veio a moda de usar flor na lapela? Não era brega, tosco, marca registrada do Falcão? Era, mas de uma hora pra outra, os fashionistas da vida começaram a achar que era legal e todo mundo podia encontrar uma rosa, um cravo ou uma margarida artificial na C&A mais próxima. Tirando algumas poucas excessões (estou falando de Carrie Bradshaw), não era algo que funcionava super bem, pra ser sutil. E é claro que a gente usava com as roupas mais tudo a ver, né [ironia on]: jaqueta jeans, blusa de lycra, uma coisa legal. Por essas e outras, eu sempre serei Team Broche. :P


Que pena.



Então, eu não sei se a questão era querer ser folk, querer ser índia, querer ser nonsense. Só sei que não tinha um camelô que não vendesse brincos de pena, dos pequenos e discretos aos enoooormes, que a galere usava em uma orelha só - e, na outra, usava algum brinco de metal, pra "fazer o contraste". Se eu não me engano, era moda de alguma personagem de novela também, mas né, não justifica. Eu tinha um laranja que chegava até o ombro, e adorava ele. Hoje, eu adoro acessórios de cabeça com penas, pra usar de lado, acho lindo. Me arrependerei disso também??


Eu poderia ficar aqui o dia todo relembrando outras tendências incompreensíveis, como a bota pata-de-bode (maior orgulho por nunca ter comprado uma), o look com gravata, estilo Avril Lavigne no começo da carreira, as pulseiras de acrílico. Mas né, acho que já deu pra sentir o clima do assunto.

E olha, longe de mim querer julgar o gosto dos outros, acho que cada um deve usar o que te fizer sentir bem e ninguém tem nada a ver com isso. Mas, se um dia, alguém fizer uma lista parecida com essa, sobre tendências duvidosas do passado, e aparecerem, quem sabe, os sapatos flúor, as sandálias gladiadoras, as calças saruel e os coletes assimétricos que você adora…não diga que eu não avisei. ;P

4 comentários:

  1. Confesso que também tinha os dois tipos de sandálias que tu mostrou no post e AMAVA elas, HAHA. Mas, ainda bem que eu também melhorei meu jeito de me vestir e hoje trabalho meu senso crítico dando palpites sobre as roupas da minha irmã mais nova, meu pai e minha mãe, haha.
    E acho que é inevitável, sempre que nós olharmos nossas fotos de anos atrás e acharmos algo bizarro no jeito de nos vestirmos ou cortarmos o cabelo.
    Adorei teu post, mesmo. Me deu uma certa saudade de ser criança e não me preocupar tanto com que roupa eu vou usar e com o que os outros irão pensar de mim.

    Adoro teu blog, achei-o há pouco tempo, mas, já li quase todas as postagens.
    Um beijo.

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  2. Ai que nostalgia vergonhosa! Haha eu já comprei tanta coisa porque "estava na moda".. é duro ser criança, né? Na época eu não era capaz de perceber o quão brega era tudo aquilo. Mas o que mais me deprime é saber que tem gente que usa coisas ao nível até hoje. E não existe nem limite de faixa etária... ainda mais em São Paulo!

    Mas pense no lado positivo: pelo menos dá pra rir um pouco dessas coisas!

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  3. Cloudz: aah, brigada, seja bem vindaa! Fico tãao feliz com leitores novos, vc não tem noção! hahaha
    E realmente, a gente SEMPRE vai achar defeitos fashion em coisas que usávamos no passado. Porque né, roupa velha é igual ex-namorado. Você vê na foto e não acredita que teve coragem de sair com aquilo, heheh ;P

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  4. Fêee!

    Juro, amei esse post. E o pior, tenho que confessar que eu tive TUDO isso que vc escreveu, até a sainha rodada da Darleene que vc deixou passar!hahaha

    Tbm tenho que falar que ainda tenho minha pulseira do Clone, apesar de estar perdendo a reprise devido minha vida severina eu guardo ela com todo carinho!hahahaha

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