sexta-feira, 29 de abril de 2011

Como Ser Princesa

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Se você leu este título e se animou pensando que aqui você encontraria dicas plausíveis, verdadeiras e corretas de como efetivamente se tornar um membro da realeza (não sei porque você pensaria isso, afinal, quando foi que eu escrevi alguma coisa séria neste blog, gente?), sinto te dizer que vou te decepcionar. Por outro lado, você está prestes a ler um post um tanto bobo, mas um tanto divertido sobre o que a ficção te ensina sobre a profissão "princesa", olha que legal (y)

Porque, não sei se você já percebeu, o cinema adora histórias de princesas contemporâneas. Umas querem sair da vida de dondocas que levam e experimentar o mundo real, outras tem que abandonar suas vidas de gente como a gente pra assumir o governo de seus países, outras são apenas remakes de clássicos da Disney. O fato é que histórias de princesas sempre tem um apelo enorme e um público cativo (leia-se meninas de até 15 anos e algumas pessoas toscas que não cresceram e não perdem uma reprise de O Diário da Princesa na tv = eu).

Daí que, no meio desta ilusão cinematográfica toda, achei uns 5 pontos (ou 5 lições, se você quer fingir que a coisa é mais pedagógica) mais ou menos em comum nos filmes do gênero, 5 condutas que toda princesa que se preze (da ficção ou não) devia seguir. São eles:

Parece óbvio, mas não é: é necessário achar uma família real para chamar de sua para, só então, poder se considerar uma princesa! Algumas aparecem de surpresa - vide avó da Mia em O Diário da Princesa - e outras conquistam sem nem anunciar que o sangue ali é nobre - acontece com a Blair no começo da 4ª temporada de Gossip Girl e é também o caso do filme Um Príncipe em Minha Vida, na qual o príncipe se matricula na mesma universidade que a garota estuda (quer dizer, daí a gente entende que universidade é um bom lugar pra achar príncipe, certo? tô esperando o meu aparecer aqui em SP ainda…)


Esqueça seu look "mendiga inspired" pra ficar em casa! Hahaha, princesa de verdade tá sempre bem arrumada. Pode não estar mega chique, super maquiada, mas sempre dá pra ver que ela é, digamos, um "biscoito fino". Por essas e outras que a princesa Mia fez este makeover sensacional (do qual inclusive já comentei neste post). Sim, dói até a alma tirar a sobrancelha. Mas acho que elas acreditam que a coleção de jóias da coroa e o príncipe gato ao lado valem o esforço. :S


Tá pensando que vida de princesa é só festa e gente fresca? Tem que saber lidar muito bem também com os compromissos, com as relações internacionais, a economia, a política, a falta de privacidade, e, claro, com nossos coleguinhas da imprensa. O casalzinho de Um Príncipe em Minha Vida se ferrou com os paparazzi, e a protagonista de A Princesa e o Plebeu fez pior: se apaixonou por um desses vermes do jornalismo, haha. Quer dizer, é sempre bom ter cautela com essa galere. Nunca se sabe por onde eles se escondem. E tem muita gente por aí que perde o amor, mas não perde a pauta, haha ;P


É, porque nem sempre o seu reino vai ser onde você quer que ele seja. Às vezes você tem que se mudar de São Francisco para a Genóvia. E às vezes, o feitiço da bruxa má faz a coitada da princesa cair do reino de Andalásia para a terrível Nova York (caso da princesa Giselle em Encantada). Outro fato que se encaixa nesse conceito, de forma diferente: seu príncipe pode não ser de uma família real, nem aparecer do nada na sua vida. Mas você pode conquistá-lo com o que tem em mãos. Em A Nova Cinderela, a protagonista em questão faz o cara se apaixonar por ela só com troca de emails. Um suspiro de realidade em meio à tanta fantasia (tá, menos).


Porque, no fundo, com clichê e tudo, de nada adianta um cabelo lindo, roupas de grife, um príncipe perfeito e uma vida de luxo se você não tem caráter e não usa sua posição privilegiada pra fazer coisas boas. Aliás, isso vale para princesas, plebéias, todo mundo, né. Tá cheio de gente aí se achando muito nobre e tratando mal os outros, se achando superior, e, no fundo, sendo bem tosca, né. Fica a dica. A verdadeira nobreza está nas atitudes ;)


No fim, eu que dizia achar desnecessário todo este estardalhaço em torno do casamento de Will e Kate, fiz vários posts relacionados ao assunto. Agora que chegamos ao fim da semana (e de toda essa overdose de notícias sobre isso, graças a deus), só nos resta (re)ver mil vezes o lindo vestido, o lindo casamento, as comidas, e continuar assistindo estes filmes bobinhos porém adoráveis sobre princesas. Vamos acompanhar :)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Essa é a vida que eu quis

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Porque né, não importa o quanto a gente se emocione com um casamento, a verdade é que muita gente vai mesmo é pela comida linda (com uma certa razão, né!). Já começou a enrolar os brigadeiros,  Lady Kate? hahaha ;)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tumblr legal do dia: The Disney Princess

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Então tá, já que tá todo mundo só falando desse negócio de princesa, casamento real, o bendito do vestido de noiva da Kate, também vou entrar no clima e fazer mais posts sobre isso. E tem como falar de realeza sem falar das princesas mais famosas do mundo, as princesas Disney?

Pois é, enquanto o assunto domina os noticiários só por esses dias, tem um tumblr aí que fala delas todos os dias, em todos os posts. O The Disney Princess é especializado em fotos, montagens, desenhos e tudo o que você imaginar sobre a Disney e as protagonistas de seus contos de fadas. E é, obviamente, a coisa mais fofa de todos os tempos.

Recentemente, eles postaram lá uma série de posters de cada uma das princesas e meio que uma "apresentaçãozinha" delas. Dá até vontade de colocar na parede mesmo, de tão lindos que são:






Dá pra ver os outros posters dessa série e toodas as outras imagens lindas desse tumblr aqui :)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Casamento Real - As Bizarrices

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Olha, eu super entendo que só se esteja falando deste assunto agora, que a vida das pessoas pare pra assistir o casamento real ao vivo na tv, que as elas fiquem loucas querendo saber quem é o estilista que vai assinar o vestido de noiva dela. Entendo, juro. O apelo é claro: todo mundo adoraria fazer parte da realeza, todo mundo adora uma boa história de amor e todo mundo não se cansa de ver a cara do Príncipe William, aquele lindo. Mas não sei, eu entendo também que tudo tem limite.

Por essas e outras que, se você entrou nesse assunto comigo esses dias, provavelmente ouviu de mim que tem meio que um estardalhaço desnecessário aí. E eu estou fazendo este post justamente para provar essa teoria. As pessoas se empolgam tanto com a ideia (ou se empolgam tanto com a ideia de ganhar dinheiro) que criam as coisas mais bizarras/inúteis/toscas possíveis com a cara de William e Kate.

São tantos artefatos de gosto duvidoso que eu separei por tipo, por utilidade (ou inutilidade), sei lá. Porque né, eu não dou muita atenção para as notícias sensacionalistas sobre esses produtos, também não dou 1 libra por eles. Mas pelo menos dou risada ;)


1. Cupcake coberto de glacê branco, tentando imitar um vestido de noiva de Kate
2. Cereal matinal do Príncipe William (o melhor é o slogan: "Ponha um monarca na sua manhã")
3. Cafés com os rostos do casal desenhados na superfície
4. Biscoito tipo "tortinha" estampado com a foto deles
5. Bombons com embalagem comemorativa do casamento (ps: todo mundo quando bate o olho nessa caixa também lê Restart ali no nome da marca ou é só a minha mente estragada? :P)
6. Pra ninguém sair sóbrio dessa festa,whisky comemorativo com os nomes de Kate e William na garrafa
7. Eu li que isso aí é uma pizza, mas pra mim tá parecendo mais um PF de boteco, haha
Imagem do centro: cupcake cujo confeito é inspirado na pedra do anel de noivado.



1. Cachecol do casamento real (agora, devo perguntar: por que alguém iria querer comprar esse cachecol quando vivemos num mundo em que existem os lindos e icônicos cachecóis da Grifinória? <3)
2. Tênis Puma customizado com a temática nacionalista
3. Nail Art com a foto do casal real -- olha, acho que vou polemizar aqui, mas pra mim poucas coisas são tão bregas quanto Nail Art. Nail Art com fotos de pessoas, então…meu deus. Meu Deus.
4. Brincos pintados com os rostos deles
5. Luvas (com direito a anel) de Kate e Will
6. Tênis Redley inspirado no casamento
7. Biquíni com estampa da bandeira
Imagem do centro: garotinho trollado com esse acessório de cabeça com imagem do casal nas "orelhas"



1. Adesivo de geladeira com a foto do casal. Sério.
2. Cadeira com a inscrição do nome deles, data do casamento e aviso: limites edition (cêjura?)
3. Quadro todo feito com feijões
4. Cinzeiro com a foto deles no fundo (pra você apagar um cigarro na cara de Kate Middleton, sua bitch)
5. Bonequinhos de crochê (que mais parecem bonequinhos de vodu, né?)
6. Mousepad com o consolo "Não se preocupe, ainda sobrou outro príncipe".
Imagem do centro: tampa de vaso sanitário com a foto do casal. Sério [2].


Todas as imagens foram retiradas destes dois sites especializados no assunto, o Royal Weddings e o Royal Wedding (é, acho que faltou criatividade aí). Mas acho que a imagem mais chocante mesmo é essa aí embaixo, de uma pessoa surtada que fez uma tatuageem em razão do casamento de Will e Kate. E a gente achando que tatuagem tosca era especialidade de brasileiro. Estamos importando falta de noção, olha que legal (NOT)


ME-DO. Bizarrices: a gente vê por aqui, mas vê muuuuito por lá também.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Kate Middleton, conheça sua nova família

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Ser apresentada à família do namorado é um momento tenso até pra classe média sofredora deste humilde país. Imagina, então, como deve ser para uma plebéia de origem conhecer a família do namorado literalmente príncipe? Pensando no drama de deve estar passando a pobre (futura rhyca) Kate Middleton, fiz esse post pra tentar ajudá-la, hahahaha.

Tudo bem que Kate já conseguiu o mais difícil, que é ficar noiva de um dos caras mais cobiçados do mundo. Mas, fora os preparativos do casamento, ela deve ter passado esse tempo todo de namoro super preocupada em acertar os looks dos eventos, os títulos dos nobres da corte, as regras de etiqueta e a história da família real britânica, o que me parece meio muito chato, né.

Porém, para sorte dela, há um instrumento que super pode tornar esse "aprendizado" uma coisa mais divertida: o cinema. Uma família tão famosa como essa já foi tema de tantos bons filmes que dá pra ver não só fatos históricos, como também vários podres dessa galere nas telonas! Aí ficou fácil, hein Kate? Pra te ajudar maais ainda, olha a árvore genealógica da sua futura família, com os integrantes cuja vida já virou filme marcados com estrelinhas:



Imagina você poder falar que existem (ótimos) filmes sobre a sua avó, seu bisavô e sua tataravó por aí. Príncipe Willam pode! O drama do bisavô dele, inclusive, acaba de dar um Oscar de Melhor Ator pro Colin Firth. Em O Discurso do Rei, o foco é para as dificuldades de George VI, que era gago, tinha problemas pra falar em público, mas teve que assumir o trono às vésperas da 1ª Guerra depois que seu pai, George V, morreu, e seu irmão mais velho, Edward VIII, renunciou ao cargo. Tenso, porém lindo.

No filme, já aparecem suas duas filhas, Margaret e Elizabeth, ainda crianças. Mas, depois de crescidinhas, elas também terão seus espaços no cinema. Elizabeth II é interpretada por Helen Mirren (que também ganhou Oscar pelo papel) em A Rainha, que mostra a situação do país (e da própria rainha) após a morte da Princesa Diana. Margaret, por sua vez, deve ser a protagonista de um filme logo, logo. Ela será interpretada por Dakota Fanning (sim, por isso a fotinho dela ali em cima. e você pensando que eu tinha feito a montagem errada, tsc tsc) em Girls Night Out, que conta a história do dia em que foi declarado o fim da 2ª Guerra Mundial, e as duas irmãs, já adolescentes, tiveram permissão para sair do Palácio de Buckinham para participar das comemorações.

Falando em gente jovem, outra rainha teve seus dias de juventude retratados no cinema: A Jovem Rainha Victoria. Interpretada por Emily Blunt, ela se vira pra lidar com seu "emprego" de rainha, a pressão da corte em todas as suas atitudes e seu romance com o Príncipe Albert. Pois é, tá pensando que família real é bagunça? ;)

E toda família tem aqueles parentes distantes que a gente nunca viu mais gordos, ou aquela pessoa icônica que morreu há décadas, mas é sempre lembrada nas conversas, né? Neste ponto, a família real britânica é bem "gente como a gente":


As famílias nobres têm tantos títulos espalhados por aí, que eu acredito que os duques, duquesas, marqueses, marquesas e afins têm que se destacar muito para, de fato, aparecerem na sociedade. E foi bem isso que Georgiana Cavendish (Keira Knightley), de A Duquesa, fez. A mulher definitivamente deu baphão, no bom e no mau sentido. Ela lutou pelo direito de voto das mulheres, mas ficou famosa mesmo por ter sido uma super socialite, famosa por sua beleza, estilo e gosto por jogos de azar. Era casada, mas tanto cometia como sofria adultério do marido. A amante dele, aliás, era a melhor amiga dela, que fez o papel de cupido na história (taí uma ótima fofoca pra Kate e Camila Parker Bowles discutirem no chá da tarde, hein. Quem nunca curtiu falar mal de alguma ovelha negra da família, que atire a primeia pedra). Além disso, há rumores que ela vendia beijos em troca de votos na época (!). Quer dizer, causou no século 18, haha. Georgiana era da mesma linhagem familiar que a princesa Diana. Tudo bem que elas não chegaram a conviver, mas imagina ter uma tia doida dessas, quem não queria? ;P

Mas baphão mesmo foi a história do Rei Henrique VIII. Além de ter simplesmente dado um "Bitch, please!" pra igreja católica e fundado sua própria igreja, seus rolos amorosos viraram filme (A Outra) e série (The Tudors)! Só tem um porém, me veio a ideia agora do awkward moment que seria Kate e Will fazendo uma maratona da série no palácio e ele perceber que ela está suspirando por Henry Cavill (que faz o Duque de Suffolk no seriado). Ou ela perceber que ele está secando a Scarlett Johansson ou Natalie Portman (ela que faz a Ana Bolena, como bem me corrigiram nos comentários :), o que seria ainda pior, porque teoricamente elas estão lá representando membros da família, né…


Mas enfim, como não somos nem Kate, nem William, acho que é legal considerar assistir todas essas produções, que geram entretenimento e educação ao mesmo tempo (Ross Geller baixou em mim nesta frase). E né, vamos cair na realidade. Já que provavelmente nossos convites pro casamento não vão chegar a tempo e o evento do Facebook já tá, assim, uma coisa muito mainstream, acho que já dá pra considerar que passar o dia 29 forever alone em casa, vendo filmes, é o melhor que se tem a fazer ;)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Girl and Her Room

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A ideia nem é a coisa mais original do mundo, e o tema já deve ter sido explorado mil vezes de mil formas. Ainda assim, acho irresistível e sempre interessante ver séries de fotos que falam de pessoas de diferentes lugares do mundo e seus habitats naturais. É sempre quase que um estudo antropológico da vida que esse povo leva - até já postei algo nesse sentido com a série I Am a Parisian Lady.

As fotografias de hoje, por exemplo, se chama A Girl and Her Room. E é, basicamente, isso aí mesmo: fotos de meninas em seus quartos, localizados em países diferentes. O objetivo da fotógrafa Rania Matar era mostrar como era o ambiente de meninas na transição da adolescência pra vida adulta. Muito, muito legal:









As garotas tem entre 15 e 23 anos e são, em sua maioria, dos Estados Unidos e de países do Oriente Médio. Mas é engraçado perceber que às vezes os quartos de uma menina do Líbano e uma de Boston têm mais em comum do que duas que moram na mesma cidade! E se é verdade que a casa da gente mostra muito de quem a gente é, não há observação de personalidade mais completa do que essa série de fotos :)

Para ver todas as (muuuuuitas) outras fotografias deste projeto, só clicar aqui 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tô Amando - Casacos

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Aqui em São Paulo o frio ainda não chegou de vez (apesar de que, aqui em São Paulo, a gente meio que tá acostumado a viver todas as estações do ano no mesmo dia, né), mas, como as coleções de inverno já chegaram nas lojas, uma velha paixão voltou a ser acesa no meu coração: casacos! (e não, essa rima neeem foi uma das coisas mais toscas que já escrevi aqui, queissomagina)


O fato é que esta peça de roupa é o meu maior fraco e o pesadelo do meu cartão de crédito. Sou dessas que super se satisfaz em ter uma bota só, um cachecol só, algumas poucas (às vezes iguais) blusas bem básicas só "pra bater" mesmo. Mas com casacos a coisa é diferente. Acho a coisa mais linda, elegante, confortável, quentinha e feliz de se usar no frio. Também acho que super valem o investimento, mesmo que eu passe o resto do mês mendigando ou sem um tostão nem pra comprar uma bala.

Enfim, esses casacos de um tecido bem grosso, que não chega a ser lã (perceba o quão miserável é o meu conhecimento acerca de tecidos) são tão amor pra mim que não resisti e voltei com essa tag Tô Amando (que já apareceu por aqui quando falei de oxfords, floral + jaquetas pesadas e vestidos de renda) especialmente pra falar deles. Selecionei mil opções de casacos, de quase todas as cores. Olha aí e me fala se não é pra se emocionar:





[talvez essa seja a única grande tendência em relação a esses casacos, a cor caramelo (ou camelo, como dizem por aí) ]








Bom, só queria terminar esse post dizendo que meu aniversário já tá aí (ou não) e eu aceito qualquer item  acima de presente (aliás, todas as grandes fast fashion já estão cheias de casacos lindos nas araras). Grata, a gerência. ;)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Newspaper Blackout

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Já foi o tempo em que a gente ouvia por aí que "jornal velho serve pra embrulhar peixe". Tem gente aí "reciclando" jornal de um jeito tão, tão amor, que eu não resisti e vim postar aqui.

O projeto em questão se chama "Newspaper Blackout", e funciona assim: o artista americano Austin Kleon um dia resolveu pegar um jornal e ir pintando as notícias com caneta preta, deixando ilesas apenas algumas palavras, que, no final, formam uma frase legal, ou até mesmo uma poesia. Hoje, ele tira toda sua renda da sua "arte", mas diz que, no começo, não via isso como trabalho, mas como diversão. E realmente, olha que divertido o que ele fez com o horóscopo de abril do jornal:

Dá pra ver todas essas imagens ampliadas (e horóscopos de outros meses também) neste link aqui

O cara, além de fazer essas coisas super legais, ainda fez um texto super inspirador e útil pra quem tá começando uma carreira, qualquer carreira. Super recomendo a leitura de How To Steal Like An Artist (and 9 Things Nobody Told Me). É, ao mesmo tempo, um alento e uma grande fonte de aprendizagem sobre profissionalismo e sobre a vida também :]





Algumas "instruções" do artigo, que você pode ler na íntegra aqui :)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Looking at You

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Pra terminar esta semana difícil, um projeto bem fofinho. O Looking at You é uma websérie produzida na Austrália, feita inteirinha baseada em mensagens de texto mandadas pela população de Melbourne para uma coluna do jornal local. São mensagens de pessoas que se relacionavam, ainda que só por olhares, ainda que só pem pensamento, com outras pessoas desconhecidas à sua volta.  Falando assim parece meio abstrato, mas olha como as historinhas ficaram legais:


Todas as pessoas que aparecem no vídeo (que começa aqui, mas continua, em vários episódios) são atores. Mas a graça do projeto é mostrar histórias de pessoas reais que super podiam acontecer com a gente, aqui. E às vezes até acontecem. Ou vai dizer que não dá pra se identificar com a história da mocinha olhando pro cara no metrô e pensando: "para o cara dormindo de manhã no trem: acorda e olha pra mim! Sou solteira, sexy, e você…ainda está dormindo"? ;)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Essa é a vida que eu quis

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Tentando encontrar algum sentido e conforto nessa música :(

quarta-feira, 13 de abril de 2011

5 documentários, biopics e filmes sobre músicos

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Sim, estou fazendo a louca dos Top 5's essa semana! Hahah, não sei se foi influência do incríveel show do U2 no domingo, se foi o lançamento dos cds do Foo Fighters e da Britney recentemente (sim, ouço os dois igualmente com o maior amor do mundo; obviamente não sou normal), a confirmação de mais um show do Paul, mas o fato é que tô muito no clima groupie, amando todas as bandas do mundo. Não que algum dia eu tenha deixado esse clima, mas enfim.

Daí que, como não tenho a chance de sair por aí acompanhando as turnês de quem eu bem entender, fico cheia de amor platônico pra dar procurando filmes, documentários e o que mais aparecer sobre música. Então resolvi transformar tudo isso em post, com essas listinhas aí embaixo:



Parece que tem uma leva de bons documentários de bandas vindo por aí, né? Tem o do Foo Fighters, o do Elton John (dirigido por Cameron Crowe), tem até um do U2 (que é mais um show do que um documentário). Porém, tem um outro documentário sobre o U2 que parece muito mais legal, o Killing Bono. Conta a história do início da banda, em Dublin, pelo ponto de vista do jornalista Neil Cormack, líder da banda rival do U2 na época. (É, na verdade isso é um filme, e se enquadra muito melhor na categoria de baixo, haha)

Além desses, gostaria de citar aqui dois clássicos: This Is It, com os bastidores do que teriam sido os últimos shows de Michael Jackson e o Por Toda a Minha Vida com os Mamonas. Acho todos os PTMV muuuuito bons, mas esse definitivamente foi o melhor.



As biografias cinematográficas são um negócio tão, mas tãao legal, que lá fora tem até um nome próprio: são chamadas de Biopics, mistura de biograohy com picture. E, dentro do gênero "biopic", eu diria que as histórias de vida de músicos estão sempre entre as melhores! Quer exemplos? Então toma: O Garoto de Liverpool, sobre a vida pré Beatles de John Lennon (sério, esse filme é lindo MESMO!), The Runaways, sobre a banda feminina do hit Cherry Bomb; Johnny e June, sobre os cantores e apaixonados Johny Cash e June carter (papel que rendeu um Oscar de melhor atriz à Reese Witherspoon); Sid & Nancy, sobre a história de um dos casais, senão O casal, que mais deu baphão e fez história no rock e I'm Not There, que tem uma coisa bem interessante: em vez de ter um só ator no papel de Bob Dylan, há vários personagens interpretando-o, cada um com características específicas da personalidade dele. Gotta love biopics, sim ou claro? :D



Porque depois de tantos documentários e biopics sobre bandas legais e reais, não dá um aperto no coração ver filmes sobre bandas e/ou cantores incríveis mas de mentirinha? Hahaha, e não, não serve de consolo baixar a trilha sonora do filme. Bem que eu gostaria que a cantora country que Gwyneth Paltrow interpreta em Country Strong existisse mesmo. E super iria num show das DreamGirls, seria fã de The Wonders e até ia cantar super alto as músicas da banda da personagem da Lindsay Lohan em Sexta-Feira Muito Louca, hahah!

Ah, e o 5º filme dessa lista foi uma super descoberta: Chico & Rita é uma animação espanhola-britânica que conta a história de romance e música entre um pianista e uma cantora. Fofo demais!


Agora resta a dúvida, o que a gente faz primeiro? ( ) assiste o filme  ( ) ouve as músicas  ( ) surta que não vai dar tempo de fazer tudo  (X) todas as anteriores? ;P

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os 5 estereótipos dos filmes românticos

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Olha, sinceramente, eu não sei se tenho algum transtorno ou se isso é só um dispositivo ativado dentro de mim devido a uma infância cheia de contos de fadas açucarados e uma vida em geral bem ociosa. O fato é que eu sou uma pessoa que assiste comédias românticas demais e fica criando teorias acerca delas.

Daí eu fico tentando me consolar, pensando "ah, mas tem um monte de gente que cria não só teorias, mas teorias da conspiração super profundas e filosóficas sobre filmes (vide a galera que curte Matrix), e tem mais um monte de gente que até se veste igual a seus personagens favoritos (vide a galera que curte Star Wars), e eu não tô nesse nível". O que é verdade, mas aí penso que também é verdade que não dá pra levar muito a sério uma pessoa que tem um projeto de pesquisa exclusivamente para analisar esse tipo de filme (sério, tirei um 10 neste projeto inclusive, hahaha).

Mas enfim, enrolei até aqui pra tentar tornar este post uma coisa justificável. Dia desses me peguei divagando aqui sobre um comentário que li em algum blog, de um cara falando que odeia comédias românticas porque elas são totalmente irreais, que ninguém diz "eu te amo" 37 vezes por dia. Ninguém mesmo, mas, tirando uma ou outra (principalmente as do Hugh Grant - sim, tenho birrinha dele), as comédias românticas também não são assim, nãao! Acho que esse gênero tem, sim, vários estereótipos meio irreais quando se trata de relacionamentos amorosos (as razões deste post), mas, com algum esforço e observação antropológica (ok, menos), dá, sim, pra ter alguma identificação com os filmes. Duvida?



Estereótipo amoroso nº 1: os homens e as mulheres são bichos diferentes. A ideia aqui é colocar o homem e a mulher como opostos que se atraem, mas não se bicam. Porque ela pensa com a cabeça de cima e ele com a de baixo, porque ela quer namorar e ele quer curtir a vida, porque ela é de Vênus e ele de Marte, etc. Talvez essas diferenças sejam um tanto exacerbadas nos filmes, mas também sempre são assunto daqueles papos de boteco, não é? O fato é que homens e mulheres são diferentes, sim, e todo mundo adora falar disso.

Filme representante: A Verdade Nua e Crua. Katherine Heighl faz uma mulher sem muito jeito pras coisas do coração, completamente diferente do conquistador interpretado por Gerard Butler. Aí ele ensina uns truques estilo "Do que os homens gostam" pra ela, mas ela acaba gostando mesmo é dele.

Fator oooown: ♥ ♥  filmes desse tipo tendem a ser mais cômicos do que melosos. Dá até pra fazer uma forcinha e convencer o namorado que só curte filmes que tem algo de "mortal" no título.




Outros filmes que contém o mesmo estereótipo: 1. Como Perder um Homem em 10 Dias; 2. Vida de Solteiro; 3. The Romantics - esse não mostra explicitamente uma oposição entre homens e mulheres, mas mostra isso meio subjetivamente: enquanto as mulheres estão lá se invejando, se maquiando, tendo mil DRs, os homens, apesar de serem o assunto das intrigas, são quase figurantes.



Estereótipo amoroso nº 2: homens e mulheres precisam saber o que é estar na pele um do outro pra sentir o drama. Ok, admito, esse é a mais fake de todas as tramas dos chick films. Porque né, ninguém condições de trocar de corpo com o bofe pra fazer ele sentir quão tenso é ter os pés acabados por causa daquele salto lindo e assassino que a gente insiste em usar. Mas a mensagem que esses filmes querem passar é algo mais emocional (bem exemplificado por Madonna em Do You Know What it Feels Like for a Girl), com mais cara de DR. Ou vingança.

Filme representante: Garota Veneno. Tudo bem que nesse filme, a protagonista não enfrenta muitos problemas com o namorado em questão. Mas é só trocando de corpo com um cara mega estranho que ela entende melhor as besteiras que faz e conhece melhor as pessoas à sua volta.

Fator ooown: ♥  Costumam ser mais engraçados também, guardando os momentos de fofura pro final. E o fato "mágico" da troca de identidade já deixa a gente meio anestesiada e dá uma bloqueada na identificação com os personagens, né.



Outros filmes que contém o mesmo estereótipo: 1. Se Eu Fosse Você, 2. As Branquelas, 3. Todas Contra John - esse e o único em que não há troca de corpo, mas há algo bem melhor. As meninas fazem o cara galinha provar de seu próprio veneno.



Estereótipo amoroso nº 3: ele sofre. Porque homem adora falar que a gente só gosta de comédia romântica por causa do mocinho que deixa a mocinha encantada. Mas e quando ela não curte ele, e faz o coitado sofrer o filme todo? Acho que a gente gosta mais ainda! hahahaha, filme em que o cara é o protagonista é mais raro, mas vai dizer que você também nunca viu aquele menino da escola babando por aquela garota linda, por exemplo? (Veja bem, não incluo aqui os exemplos ficcionais de caras galinhas que viram caras fofos. Isso, sim, eu acho que é lenda urbana).

Filme representante: 500 Dias com Ela. Quer mocinho mais sofredor e melancólico do que o Tom, apaixonado pela linda da Summer? E ó que eu já vi várias pessoas  dizendo que se identificam com ele, quer dizer, não tá fácil pra ninguém.

Fator ooown: ♥ ♥ ♥ ♥  não adianta, mulher é tudo boba mesmo, não pode ver um cara fofo chorando que já se derrete toda






Outros filmes que contém o mesmo estereótipo: 1. Igual a Tudo na Vida, 2. Digam o que Quiserem, 3. Apenas o Fim.






Estereótipo amoroso nº 4: ela sofre. O mais clássico de todos. A mocinha, apaixonada, cega, problemática, quase morre de amor o filme todo, mas ressuscita a todo menor sinal de carinho de seu "príncipe" moderno. Claro, esse modelo pode ter inúmeras variações, inúmeros coadjuvantes de importância. Mas o básico é: Mulher Solteira Procura, e até acha. Mas tem que passar por algumas boas provações durante o filme. O que, devido aos relatos amorosos que já ouvi durante a vida, tô considerando que super pode acontecer. :S

Filme representante: Ele Não Está Tão A Fim de Você. Esse filme podia entrar também no 1º estereótipo, por diferenciar bastante os homens e as mulheres. Mas achei que entra mais nesse caso aqui porque mostra vários dramas femininos e bem reais: a espera em frente ao telefone esperando uma ligação dele, o cara que não quer compromisso, a mulher que se ilude, mas na verdade é a amante...


Fator ooown: ♥ ♥ ♥  não vou negar que, como mulher, é muito difícil não se emocionar quando a protagonista ganha aquele final feliz que tanto merecia, e é muito difícil não imaginar um final desse tipo para si mesma.




Outros filmes que contém o estereótipo: 1. Bridget Jones, 2. Vicky Cristina Barcelona - não, nesse as mocinhas não são super sofredoras e cegas de amor. Mas tem mulherzice maior do que a dramaticidade, a incerteza e a insegurança das personagens do filme?; 3. Nosso Amor de Ontem.



Estereótipo nº 5: homens e mulheres, no fundo, estão no mesmo nível. Cansados da mesmice das historinhas, alguns diretores e roteiristas decidiram revolucionar a cena da comédia-romântica introduzindo um novo estilo. Nele, não tem mulher chorona, não tem cara babão, e nem sempre tem o final que a gente imaginava. O que tem é um casal (ou um triângulo, quadrado, outras formas da geometria que fogem ao meu conhecimento) que passa por dificuldades. Uma hora ele dá um fora, outra hora ela faz besteira, e assim, com acontecimentos cotidianos, o amor vai surgindo. Ou seja, é o não-estereótipo dos estereótipos.

Filme representante: Três Vezes Amor. O cara amava uma mulher que o traiu com o melhor amigo, depois conhece outra, mas nem liga pra ela, depois conhece outra, que o troca pelo trabalho, depois volta com a primeira…enfim, deu pra perceber que a única personagem isenta é a filhinha dele, né?

Fator ooown: ♥ ♥ ♥ ♥  acho que, simplesmente, é legal porque é mais real.






Outros filmes que contém o mesmo estereótipo: 1. Harry e Sally - Feitos Um para o Outro; 2. Closer; 3. Sexo sem Compromisso.

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Sempre vale lembrar que é claaaro que isso é uma análise ultra pessoal e nada científica, que devem existir muitos outros estereótipos (e clichês, como já falei aqui) e que a vida vai muito além de uma comédia-romântica. Mas fica a dica pros homens que criticam esse tipo de filme. Há vários tipos deles, e várias críticas a se fazer, sim. Mas, quando for assistir, repare bem. Às vezes, a gente não precisa de 37 declarações de amor por hora. Mas só um "You Had Me at Hello" já dá pro gasto, haha ;)