sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Batalha das Músicas Gêmeas

.
Tá a fim de ganhar muito dinheiro num ramo ainda não explorado por ramo nenhum deste capitalismo porco em que vivemos? Dica: invente alguma coisa, qualquer coisa, que acabe com o grande mal da classe artística (e de todo jornalista, escritor e blogueiro que se preze também): o bloqueio criativo. Sério, é sucesso garantido. Eu compraria fácil.

Digo isso porque, além de sofrer deste mal frequentemente, parei pra pensar esses dias que, assim como os filmes que têm exatamente a mesma temática - como eu já exemplifiquei no post "A Batalha dos Filmes Gêmeos" - há também uma infinidade de músicas com exatamente o mesmo nome! Tudo bem que não dá pra ser sempre original, já que todos falamos a mesma língua e muitas músicas falam de assuntos universais. Mas né, uma criatividade às vezes cai bem.

Assim sendo, cometi a atrocidade de fazer aqui algumas das comparações musicais mais esdrúxulas que você já deve ter visto em sua vida. Mas, apesar de diferentes entre si, todos eles têm algo em comum: usaram exatamente as mesmas palavras pra colocar nos títulos de seus trabalhos. Olha aí:

Afinal, sobre o que cantam as músicas? Sobre pessoas muito apaixonadas/obcecadas, obviamente. Mas, de formas diferentes. Enquanto Aerosmith é um pouco melancólico, chorando pela garota que foi embora e deixou o coitado do Steven Tyler gritando "craaazy", Britney-bitch fala em seu hit sobre como é ficar tão louca por um cara a ponto de nem conseguir dormir pensando nele.

Qualidades e podres de cada: Vou confessar que tô com uma dificuldade enorme de comparar essas duas músicas, porque sou estranha num ponto de achar ambas incríveis, não-consigo-parar-de-ouvir, cada uma com seu jeito, claro. Mas acho que o maior apelo das duas são os clipes. Aerosmith com Liv Tyler e Alicia Silverstone sensacionais e Britney com suas coreografias irreparáveis: tem como não amar?

E o #Winning vai para: Desculpa, vou ter que dar empate. Tô cantando as duas no último volume há um tempinho aqui, tô "crazy" demais pra escolher, haha :P

Afinal, sobre o que cantam as músicas? Difícil pegar uma música com o título Jump que não tenha uma mensagem positiva, né. Madonna diz em sua versão que você deve se arriscar, enfrentar a vida bandida, não olhar pra trás, etc. Simple Plan quaaase cai no seu querido movimento emo ao reclamar da cidade, do trabalho, de tudo, mas ressurge das trevas ao falar que só quer pular e esquecer dos problemas.

Qualidades e podres de cada: ambas fazem justiça ao nome, o que quer dizer que o ritmo das duas Jump's dá pra dançar, mexer o corpitcho. Porém, meio complicado analisar Madonna com Simple Plan. Enquanto a música dela já foi trilha de vários filmes, como O Diabo Veste Prada, Pierre Bouvier e sua turma andam tão sumidinhos..

E o #Winning vai para: cejura que eu preciso mesmo falar que o #winning vai pra rainha do pop? Maddie é superior em todos os aspectos, fazer o quê.

Afinal, sobre o que cantam as músicas? Ah, os cafajestes! Sempre têm seu lugar garantido na produção de música pop! E sempre devidamente esculachados pelas trouxas que caíram em seus papos, lógicamente. Mariah faz a coitada-enganada com um papinho de que deu o seu melhor e o cara só a fez sofrer. Já Pat Benatar é mais categórica, uma coisa assim, meio "já vi que você não presta, saia da minha vida".

Qualidades e podres de cada: Mariah é sempre aquele breguinha guilty-pleasure, né? No clipe dessa música (uma das melhorzinhas dela, por sinal), ela aparece de blusinha frente única rosa, barriguinha de fora e uma calça jeans medonha, veja que amor. E a música ainda é daquelas com participação de rapper, coisa fina. Pat Benatar, por outro lado, investe num clima mais rock, tanto que a música teve até cover do No Doubt.

E o #Winning vai para: ambas são boas, mas acho que Heartbreaker da Mariah leva. Porque né, Pat Benatar não seria uma das melhores artistas de um hit só (a ótimaaa Love Is a Battlefield) se eu a escolhesse como vencedora aqui, haha.

Afinal, sobre o que cantam as músicas? Sobre coisas bem diferentes, até. Os Rolling Stones, muito bravinhos que estavam, fizeram uma música descendo a lenha numa certa garota (sério, stupid é um dos xingamentos mais leves). Pink foi pro lado da crítica, mas uma crítica mais generalizada, à sociedade, que faz com que garotas se preocupem exageradamente com beleza e não com o que realmente importa.

Qualidades e podres de cada: sonoramente, ambas são legais - com uma pequena quedinha pro refrão grude de Stupid Girl da Pink. Porém, na letra é que se vê toda diferença. Complicado falar mal de Mick Jagger e família, mas enquanto eles mesmos falam mal da garota, Pink canta e faz um clipe muito bom que retrata e chama atenção para essas ideias todas erradas que estão aí.

E o #Winning vai para: Pink. Foi mal, Rolling Stones, mas acho vocês muito, mais muito melhores quando querem falar bem e lindamente de uma mulher do que quando querem falar mal. (vide Angie)

Afinal, sobre o que cantam as músicas? Sobre surtar, pirar, se libertar, curtir a vida adoidado, ou tudo isso junto. Porém, enquanto em Breakout do Foo Fighters há um sentimento mais de loucura patológica mesmo por causa da garota, Breakout da Katy Perry é só sobre a loucura de sair à noite pra balada casamigue mesmo.

Qualidades e podres de cada: Breakout do Foo Fighters é uma das melhores músicas da banda (e isso definitivamente não é pouca porcaria). Breakout da Katy Perry não é ruim, é um popzinho bem estereotipado, dá pra mexer o péxinho. Mas a música acabou não entrando no primeiro cd dela, ficou de fora e foi repassada pra Miley Cyrus (ela sim, gravou a música em seu primeiro cd). Quer dizer…

E o #Winning vai para: Foo Fighters. A música é uma das melhores de uma das melhores bandas do mundo, e a outra nem chegou a entrar no primeiro cd de uma cantora pop até então desconhecida. Reflitam.

Afinal, sobre o que cantam as músicas? Sobre um ódiozinho básico no coração, claro. Mas direcionado a personagens diferentes. Lily Allen, trendsetter que é, falou sobre o bullying em homossexuais antes desse burburinho todo atual, e Cee Lo foi menos sério. Falou de amor não correspondido. Clássico.

Qualidades e podres de cada: músicas ótimas, que parecem ter sido interpretadas pelas vozes mais certas possíveis. Lily Allen é mais brava e pega mais pesado. Cee Lo é mais cômico e pega mais num "quem ri por último ri melhor" feelings, num clipe muito, muito bom. Cada um com seus pobrema, eu adorando os dois.

E o #Winning vai para: Fuck You de Cee Lo Green. Lily, te amamos, mas o cara não é super premiaro, não teve a música tocada em Glee e adaptada pra vários outros sentidos (Forget You, Thank You..) e considerada uma das melhores do ano passado à toa, né ;)

...

Eu poderia fazer uma série de posts iguais a esse até o fim do ano que não me faltaria assunto. Falta criatividade pra esse povo da música, mas nos sobra diversão. Faça você também o exercício de jogar no Vagalume um nome relativamente comum de uma música que você gosta e deleite-se com os vários resultados semelhantes que aparecem. Você vai perceber que fazer o Fall Out Boy ou o Panic at the Disco, que dão nomes gigantescos pra suas músicas, não é falta de noção. É investimento puro em exclusividade, haha :)

2 comentários:

  1. Ei Fernanda! Adorei sua visita ao meu blog, volte sempre! E também me diverti aqui no seu, adorei a ideia de fazer esse post, ao contrário dessa galera citada aí em cima, você tem bastante criatividade, haha. Já estou indo conferir o texto sobre a batalha dos filmes gêmeos!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  2. Só eu que fico com um apeeerto no coração imaginando uma mulher louca o suficiente para deixar Steven Tyler para trás, sozinho e abandonado, cantando Craaaazy? Ok, devo ser só eu.

    Adorei seu post! Tava pensando nisso esses dias! Quando o meu iPod enlouqueceu quanddo viu que a Avril Lavigne e o Velvet Revolver tem várias músicas com mesmo nome, hehe.

    Beijo

    ResponderExcluir