segunda-feira, 13 de junho de 2011

I ♥ Sugarpop

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Assim como os livros de Confessional Culture, isso é mais uma coisa que você pode até conhecer, pode já ter visto, ouvido, mas não sabia que tinha esse nome. Assim como o rock tem suas mil subdivisões (e sempre tem aquela pessoa mala que vai chegar e falar "eu gosto de um rock progressivo alternativo melódico" e vai deixar todo mundo com cara de bunda, sem entender nada) e a música eletrônica também (desculpa minha ignorância, mas eu sempre me sinto clueless quando leio a crítica de alguma balada que fala o DJ residente faz um som house/drum'n'bass com influências dance dos anos 70), a música pop também ta aí na atividade, surgindo com alguns subgêneros.

Um deles é o "sugarpop". O Sugarpop não tem toda uma história complexa por trás do nome que explique essa definição, mas basicamente consiste naquelas bandinhas ou cantores com vozes fininhas e fofas, que se vestem de uma forma mais fofa ainda, têm cortes de cabelo descolados, utilizam elementos musicais fofo/alternativos, tipo pianinhos, violões folk, palminhas; e fazem clipes com todos esses elementos juntos. Quer dizer, é um tipo de som que os pseudo-intelectuais devem passar longe.

Enfim, o sugarpop ainda é um gênero um tanto subjulgado ao lado hipster da força, mas se depender desse blog, os melhores exemplos dele serão difundidos. Olha aí o que eu considero serem as melhores bandas e cantores do estilo "sugarpop"

Slow Club


Alguém aí pediu overdose de Sugarpop? O Slow Club trouxe pra você. Afinal, nada mais preenche o estilo do que o combo patins + bexigas coloridas + pessoas inglesas fofas + meia-calça rosa. Além dos elementos visuais, a musiquinha também é divertida e faz a gente mexer o pézinho sem nem perceber.

Bishop Allen


Segundo a Paste Magazine, a única coisa que impede a banda de entrar para o topo das paradas são suas letras inteligentes e o som do xilofone. Mas, como para mim isso não é um problema, acho que as músicas calminhas e bonitinhas super valem o play ;)

Ra Ra Riot


Pelo nome já dá pra prever o potencial hipster da coisa, né. Mas devo dizer que a banda surpreende. Músicas legais, viciantes e vocalista gatchenho, a gente vê por aqui. Os violinos, violoncelos e letras mirabolantes também fazem toda a diferença, num ótimo sentido.


Já sei, já sei o que você tá pensando: mais uma cantorazinha que faz músicas descartáveis. Mas é aí sim que somos surpreendidos novamente. Rilo Kiley faz um pop tão irresistivelmente bom que se torna muito difícil não dar o repeat e cantar com gosto os refrões grudentinhos dela!

Regina Spektor



Depois que Fidelity entrou na trilha sonora da novela A Favorita, Regina Spektor se tornu uma coisa mais mainstream. Mas nem por isso vamos achar que é modinha e desprezar a moça, né? Até porque ela faz um sugarpop da melhor qualidade: tem piano, palminhas, voz fininha e músicas ótimas mesmo. Conheci Regina Spektor uma vez que li que Julian Casablanca, vocalista do Strokes, curtia a música dela. E né, de Julian gosta, quem sou eu pra discordar? ;)

Elizabeth & the Catapult


Voz super agradável, músicas que dizem coisas tristes/tensas numa melodia adocicada e atmosfera feliz pra complementar. Acho que isso resume bem o que a cantora Elizabeth Ziman faz. E olha, se acharem um clipe mais absurdamente fofo que esse aí de cima, me avisem, eu nunca vi.

Feist




Pode confessar, tudo o que você sempre quis foi sair levitando pela rua com um violão na mão e uma flor no cabelo (se não entendeu, confira o clipe acima). Bom, se não dá efetivamente pra fazer isso, as músicas da Feist podem até fazer se sentir assim. Com uma voz tão calminha que poderia facilmente te fazer dormir, Fiest consegue fazer músicas ultra fofas e clipes lindinhos, com coreografias muito amor.

Mika


Para terminar em grande estilo, uma explosão de sugarpop! Mika é, provavelmente, o artista mais ridiculamente alegre em atividade. De calças coladas e coloridas a crianças cantando, ele já passou por tudo que o sugarpop abrange e um pouco mais. Uma vez, Lady Gaga disse a seguinte frase: só tem uma coisa que eu gosto mais do que um unicórnio: um unicórnio gay. Acho que o Mika incorporou o espírito da coisa em sua música e seu estilo, haha :)

Então, depois desse monte de sugarpop, já dá pra todo mundo esnobar os amigue do rock e da rave falando que você curte um som pop diferenciado, um sugarpop. E arrasar ;P

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