sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A arte de tirar auto-fotos

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Todos os dias eu procuro entrar aqui neste blog e postar coisas legais, bonitas, que acrescentem alguma mínima coisa relevante na vida de meu querido leitor. Porque, no fundo, é isso o que a gente tem que fazer no dia-a-dia: achar, no meio de tanta coisa tosca e desnecessária, algo que valha a pena gastar o tempo se dedicando, ou mesmo algo que parece ruim, mas pode ser lapidado e transformado em algo muito bom.

É esse mais ou menos o tema do post de hoje. Também tem um quê de mea-culpa. Porque você, que vive com essa internet há alguns anos, imagino, já deve ter um certo histórico nessa terra de ninguém. E você deve se lembrar (e essa é a hora do #vouconfessarque) daquelas fotos que tirava de si mesmo na adolescência, cujas sessões podiam durar horas, só pra no fim sobrar uma ou duas fotos consideráveis, que seriam sua nova imagem do perfil do Orkut, ou mesmo do Twitter ou Facebook. Eu acho, e você há de concordar comigo, que esse tipo de atividade por si só é uma imensa fonte de vergonha. E que só não tem um passado condenante quem nunca fez isso. Quer dizer, praticamente ninguém.

Você há de se lembrar também que, apesar de a gente tentar alguns artifícios, como tirar foto no espelho pra poder ver sua expressão mais perfeita, a qualidade da foto nunca era aquela coisa ótima. Pois bem, tá na hora de rever os conceitos. O fotógrafo Martieu Grac percebeu essa tendência dos jovens tirarem auto-fotos, e, ao contrário de mim, que achava uma tolice só, ele interpretou essa mania como um novo código de representação dessa geração, e fez com que tudo isso que eu falei até agora com um tom de deboche se transformasse quase em obra de arte:



Ventiladorzinho de mão pra dar aquele movimento de comercial de shampoo no cabelo; este truque eu nunca tentei. Fikdik, hein, galere :S

Juntar bem os cotovelos ao corpo pra dar impressão que você é mais peituda; já li essa dica na Capricho (é sério) 

Quem nunca teve aquela amiga no orkut que achava ok postar foto de biquíni mesmo quando o verão já tinha passado há muito tempo, néam 



Eu acho que nunca vi algo tão banal virar algo tão genial. A série na íntegra pode ser vista aqui

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