terça-feira, 22 de novembro de 2011

As profissões nas comédias-românticas

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Quando eu estava no colegial (são momentos como esse que fazer a gente reparar que a velhice já bate à porta), dizia-se que o mês de novembro era contaminado pela novembrite. Novembrite é um nome de "doença" que se refere a tudo que deixa os estudantes loucos nesse período do ano: as provas finais, a possibilidade de pegar recuperação e o temido vestibular.

Eu vou confessar que não sinto a menor saudade dessa época, porque isso de ter que fazer enem, 1ª fase, 2ª fase, é realmente um inferno. Se já era pra mim, que nunca tive dúvida do curso que pretendia seguir na faculdade, imagino como é pra quem tem dúvidas da carreira que quer seguir pelo resto da vida.

Se este é o seu caso, muita calma nessa hora, este post veio pra te ajudar. Mentira, na verdade o objetivo é só fazer aquela trollagem básica e mostrar como as comédias românticas são, mais uma vez, cheias de clichês. Tanto que, se a gente observar, as protagonistas são bem parecidas, inclusive nas escolhas profissionais.

Muitas delas trabalham nas mesmas áreas, e suas profissões têm destaque como plano de fundo nos filmes, no meio tempo em que a querida tenta se acertar com o mocinho e se desvencilhar dos obstáculos de sua vida bandida. Veja então alguns tipos de emprego que são exemplificados nas comédias românticas (e como, mesmo na ficção, dá pra se ter uma ideia do que é cada profissão):


A mocinha médica é aquela bem workaholic, que não tem tempo pra nada, que é casada com a profissão. Ela vive no hospital, então às vezes as "tarefas" do dia-a-dia têm que ser feitas por lá mesmo (vide a personagem de Natalie Portman pegando o personagem de Ashton Kutcher num dos cantinhos escuros do local). Se você pretende seguir essa profissão, ficadica pra não exagerar no trabalho e ter uma vida pessoal também - porque não se iluda, se você fizer aloka tipo a personagem de Reese Witherspoon em E Se Fosse Verdade, não vai ter nenhum Mark Ruffalo pra te trazer de volta à vida no final.


Eu já disse isso mas vou repetir, realmente não entendo o porquê do fetiche dos roteiristas em colocar tanta mocinha de rom-com como jornalistas! Porque, apesar de algumas terem suas histórias cheias de glamour e diversão - tipo a jornalista de Como Perder um Homem em Dez Dias (que não correspondem à realidade, eu garanto), a maioria passa por poucas e boas no incrível mundo das redações - Andy de O Diabo Veste Prada e Jenna de De Repente 30 me compreendem.


Eu coloquei como profissão "cozinheira" porque não acho que é bem essa a função dessas moças. Elas mandam bem na cozinha, sim, mas sem tanto glamour e arrogância dos restaurantes finos. É aqui que os filmes pesam no sentimentalismo e mostram suas personagens fazendo seus quitutes com amor e carinho, servindo pra família (Simplesmente Complicado), vendendo em seu estabelecimento (Juntos Pelo Acaso) ou simplesmente curtindo um momento de amargura na vida e degustando um lindo cupcake (Missão Madrinha de Casamento).


Produtora, seu nome é stress. Haha, parece brincadeira, mas se a profissão for um pouco do que os filmes mostram, se prepare para ficar um pouco maluca nesse tipo de emprego. As personagens dos filmes citados trabalham na televisão, lidando com egos dos apresentadores, com imprevistos dos programas ao vivo e com a pressão dos chefes da emissora. Claro que todo esse trabalho deve ter suas recompensas, mas, se nada der certo, a produtora também pode entrar na aventura de fazer um documentário, como fez a personagem de Winona Ryder em Caindo na Real.


Pra terminar, se você ainda não tem ideia do que quer ser quando crescer, não há motivo para desespero. Porque, afinal, você é jovem, tem ainda muito tempo pra viver e muita coisa pra conhecer no mundo, não é verdade? então pra quê se prender a um emprego que você não gosta? É mais ou menos essa a linha de pensamento das personagens acima. Elas são tipo "free spirit", vivem o agora, curtem o momento e deixam o amanhã para depois. Mesmo as que têm um trabalho não seguem uma carreira, e não parecem se importar muito com isso. Provavelmente seus pais reprovariam totalmente esse modo de vida, mas é de se admitir que a proposta de viver assim, livremente, é muito tentadora.

Claro que isso é apenas um recorte e nenhum desses exemplos tem fundamento científico algum sobre o que realmente é cada profissão. Mas acho que serve pra ter uma ideia e quem sabe pegar uma inspiração (ou rejeição) que ajude a clarear as ideias, seja você vestibulando, descontente com a carreira ou apenas bem humorado em relação a profissão escolhida. Eu, por exemplo, vou continuar assistindo essas pragas e continuar sonhando que um dia minha profissão vai se assemelhar um pouco àquela que teoricamente é a mesma que a da Carrie Bradshaw… ;)

2 comentários:

  1. amei esse post! haha E eu nunca tinha reparado em tantas médicas, engraçado! E as produtoras sofrem bastante, pode crer (eu! eheh).

    Acho que no caso das "cozinheiras" o termo que vc tava procurando é "culinarista". É assim que chamam as mulheres que cozinham, mas não são chefs... estilo Palmirinha! kkk Ou confeiteira, no caso de "Simplesmente Complicado" e "Missão Madrinha de Casamento". ;)

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  2. Fernanda, seu blog é incrível, sério, acho que ainda não foi 'descoberto' hahaha, mas voce ta de parabens! quero comentar em todos os posts, porque seu gosto é completamente parecido com o meu.. haha um beijo

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