terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tendência: a anti-heroína

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Sabe aquela roupa antiga, que um dia você comprou achando linda, e usou, usou, usou até o tecido ficar esgarçado, até esgotar todas as combinações possíveis, até seus amigos te zoarem por só sair com aquela maldita peça? Então. Na cultura pop tem essas coisas também. A mocinha da comédia-romântica, por exemplo. Sabe aquela que era super boazinha, e fofa, e pura, e apaixonada por um cara incrível, e com uma peste de uma vilã pra atazanar a vida? Então. Esse tipo de personagem é exatamente igual a roupa antiga. Uma coisa que aparentemente hoje ninguém mais quer usar. (Ninguém menos algumas novelas, mas o resultado negativo é tiro e queda - ou vai dizer que você também não odiava a Marina, personagem da Paola Oliveira em Insensato Coração?)

Já que a heroína de comédia-romântica é uma coisa so last season, significa que hoje temos uma outra tendência para ocupar o seu lugar. E essa tendência, não poderia ser outra senão a anti-heroína. A anti-heroína não é o oposto da mocinha. Ela continua sendo a protagonista da trama, e, em geral, a gente continua torcendo pra ela ter um final feliz. A diferença é que, ao contrário da heroína/mocinha, super exemplo de boa conduta, a anti-heroína põe pra fora tudo que uma mulher pode verdadeiramente sentir/ser/fazer, sem pudores, longe da perfeição. E nem sempre (na verdade, raramente) toda essa sinceridade é sinônimo de belas palavras e ações bonitas.

Eu acho que, quando a gente observa personagens e/ou tramas parecidas em filmes, séries, livros, novelas ou letras de música de uma mesma época, isso diz muito sobre a sociedade desse momento. Não sei traduzir muito o que essa "tendência" da anti-heroína diz sobre o período atual, mas se é verdade que os escritores, compositores e roteiristas se inspiram em aspectos humanos da vida real pra criar seus personagens, então essas aqui de baixo tem muito a dizer sobre nós, que aparentemente não só não temos vergonha como temos orgulho de não sermos a mocinha perfeita. Conheça um pouco mais das anti-heroínas:

Annie, de Bridesmaids



Um dos filmes mais elogiados e consagrados do ano passado, indicado até ao Oscar, é muito possível considerar todas as personagens de Bridesmaids anti-heroínas. Todas. Mas vamos focar na protagonista, né. Annie descreve perfeitamente a categoria da anti-heroína gente como a gente. Ela faz sim um monte de coisa 'não apropriada' - assiste aulas de ginástica escondida por não querer pagar, fica bebassa, perde o controle e destrói a decoração da festa de noivado da melhor amiga, entre outras genialidades - mas o que dá pra sentir é que a personagem é uma pessoa tangível. Essa pessoa que sorri com o dente sujo,  fracassa na profissão, mas no fim sempre acha um (ou vários) motivos pra se divertir e dar risada poderia ser uma amiga sua, uma conhecida ou você mesma. Porque vida totalmente de arco-íris e açúcar, só para as mocinhas perfeitas, também conhecidas como 0,0000000001% da população.

Ally, de Qual É o Seu Número?


Então, você sabe como a vida tá fácil, e homem perfeito tá caindo do céu pra a gente namorar, noivar, ter o casamento de princesa dos nossos sonhos e ser feliz pra sempre, né? Se você sabe, que bom, você realmente deve poder usar a expressão "daora a vida" sem ironia alguma. Se você não sabe e acha que lidar com uma vida amorosa em que as coisas não saem bem do jeito que a gente imaginou quando era criança pode ser bem complicado, parabéns, você vive no mesmo mundo cão que eu, as meninas de Sex and the City e a protagonista de Qual É o Seu Número?. Na busca desesperada de sua alma gêmea, ela se ferra inúmeras vezes, só pra dar pra quem assiste o exemplo do que não fazer. Super didático, só que não exatamente, haha.

Elizabeth, de Professora Sem Classe


Ok, a partir de agora entramos na categoria da anti-heroína a little too much (leia-se louca). As atitudes e opiniões dela são a cara do politicamente incorreto, mas ela não tá nem aí. Não mede esforços pra conquistar o que quer, e desce no nível que for preciso. E às vezes, ou melhor, quase sempre suas vontades e fins não são as mais nobres para justificar os meios totalmente insanos que elas usam pra chegar até lá. Por exemplo, a professora Elizabeth só queria ter dinheiro pra pagar seu implante de silicone, coitada. As ideias que ela tem pra isso, o modo como ela lida com a vida, as coisas que ela faz e fala obviamente são absurdas. Mas a essência é simples e até justa.

Mavis, de Jovens Adultos


O filme ainda não estreou, mas eu tinha tanta vontade de ver que dei meu jeitinho. E olha, achei simplesmente brilhante, um dos melhores filmes dos últimos tempos, e tudo isso por causa de uma das personagens mais bem construídas, mais verdadeiras, mas incorretas e mais humanas que eu já vi na vida. Mavis não tem justificativa: tudo que ela faz é errado, pelas razões erradas. Mas ela é assustadoramente tudo aquilo que a gente tem medo de um dia se tornar - e às vezes, algo que a gente já é, mas não mostra em público, sabe? A anti-heroína pode ser aquela que tem uma linha de pensamento muito equivocada, mas no fundo é só a pessoa que gosta de tomar refrigerante no gargalo, que procrastina trabalho fuçando a vida dos outros online e que canta a música preferida mil vezes no repeat.

Gena, Regan e Katie, de Bachelorette


Outro filme que ainda não estreou, nem trailer tem, mas já é um dos mais comentados pela imprensa gringa atualmente (foi muito elogiado no festival de Sundance). A história é a seguinte: três amigas dos tempos de escola são convidadas para serem madrinhas de casamento da menina que elas costumavam ridicularizar na escola. O caso é que as três bonitas ficam putas porque a noiva, gorda, é a única do grupo que conseguiu desencalhar. Então, consumidas por um instinto invejoso e frustrado, elas decidem zoar o casório e todos os seus pormenores.

Duas coisas são curiosas e extremamente interessantes: o fato de o filme mostrar o outro lado da coisa (a história da pessoa que sofria bullying e hoje está rindo por último todo mundo já conhece, mas a história das pessoas que estavam no auge e hoje estão na merda pode ser mais complexa do que parece) e o fato de, mesmo de forma exagerada, o cinema conseguir colocar pra fora aquele sentimento feio que a gente nunca admite ter. Tipo ficar com ciúmes ao ver aquela menina mais bonita e mais extrovertida que você tendo coragem de dar em cima do cara que você é a fim. Ou ficar com raiva por aquela pessoa sem conteúdo conseguir o emprego que você daria tudo pra ter. Pode acontecer. E você sabe que acontece.

Julianne, de O Casamento do Meu Melhor Amigo


Deixei ela por último porque eu considero a Julianne a pioneira das anti-heroínas. Ela é a síntese de tudo o que esse tipo de personagem representa. Ela aparenta ser forte, mas é frágil - crítica de gastronomia super respeitada e temida, seu mundo cai quando ela descobre que o ex vai casar. Ela não desiste de seu objetivo por nada, faz de tudo pra conseguir, e sabe que está fazendo a coisa errada, se sente culpada, mas não consegue controlar seus sentimentos. Julianne é engraçada, é apaixonada, é louca, e o seu final é tão digno que eu tô me segurando muito pra não dar spoiler aqui. Ela é a prova que, mesmo passando o filme todo sendo ofuscada pelo brilho de uma mocinha perfeita (a noiva do ex-namorado), ainda parece muito mais divertido ser anti-heroína.

As atrizes que fazem personagens más sempre dizem que todo mundo tem um pouco de vilã dentro de si. Eu acho que as atrizes que fazem anti-heroínas já podem começar a dar entrevistas dizendo que todo mundo tem muito de anti-heroína dentro de si, porque olha, na maioria dos casos, não seria nada mais que a verdade ;)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Do livro pro cinema - 5 adaptações que veremos em breve

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2011 foi um ótimo ano para os filmes adaptados de livros. Seja pelas franquia$ de sucesso (Harry Potter, Crepúsculo, Sherlock Holmes) ou pelas histórias que a gente só ficou sabendo que vinham de livro depois de ficar sabendo do filme (tipo The Help, Compramos um Zoológico), deu pra perceber de uma vez por todas que essa parceria de literatura e cinema é uma coisa bem difícil de dar errado em Hollywood. E bem difícil de não gerar um entretenimento de qualidade pra nós também, né.

Daí que eu resolvi repetir o post do ano passado e escolher cinco livros-agora-também-filmes que vão estrear nos cinemas neste ano. Vale lembrar que é tudo super palpite, escrevo as impressões que tenho das produções no status atual, ou seja, sem ter visto o resultado final, e torcendo muito pra esses filmes não floparem, porque afinal eu ainda tenho uma reputação a zelar aqui, haha.

Então olha aí alguns dos livros que viram filmes neste ano:

Jogos Vorazes (assista o trailer aqui)

Sinopse oficial: A história é ambientada nas ruínas futuristas da América do Norte, agora dividida em uma capital e 12 distritos. Cada distrito fornece dois adolescente entre 12 e 18 anos, que competem no reality show de sobrevivência que dá nome ao livro. A trama é centrada em Katniss, adolescente de 16 anos que vai para o reality show no lugar de sua irmã, sorteada pelo distrito.

O filme vai honrar o livro? É uma super produção, tá cheio de efeitos especiais e toda a quinquilharia de cuidados com a arte e o som que os filmes de ação costumam ter, então nesse sentido parece bem claro que Jogos Vorazes vai tornar 'real' o que se lê no livro. E para ser escolhida como a protagonista do filme, Jennifer Lawrence teve que passar por vários testes e seletivas com váarias concorrentes (tipo Hailee Steinfeld). É de se esperar que ela faça jus ao esforço e dê o melhor de si para esta personagem.

O Hobbit (veja fotos aqui)

Sinopse oficial: A aventura segue a jornada de Bilbo Bolseiro, que é levado à épica missão de retomar a posse do reino dos anões, Erebor, do dragão Smaug. Abordado inesperadamente pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo se encontra no meio de treze anões liderados pelo guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. A jornada os levará ao desconhecido, por terras repletas de Goblins e Orcs, lobos selvagens, aranhas gigantes, metamorfos e feiticeiros.

O filme vai honrar o livro? A pergunta que os fãs (tanto do livro quanto do diretor) estão fazendo é: Peter Jackson vai mais uma vez fazer um bom trabalho com a adaptação de um livro de J. R. R. Tolkien depois do sucesso dos filmes de O Senhor dos Anéis? Pelo menos as fotos do filme deixam a impressão de que a resposta para essa questão é um grande e gordo "sim":)

O Grande Gatsby (veja fotos aqui)

Sinopse oficial: O Grande Gatsby acompanha o escritor aspirante Nick Carraway enquanto ele deixa o meio-oeste em direção a Nova York na primavera de 1922, uma época em que a moralidade tornava-se menos rígida, o jazz explodia e bebidas ilegais criavam impérios. Em busca de sua própria versão do Sonho Americano, Nick acaba vizinho de um misterioso milionário festeiro, Jay Gatsby, quando vai viver do outro lado da baia com sua prima, Daisy, e o marido dela, o filantropo de sangue-azul, Tom Buchanan. É nesse ambiente que Nick é atraído ao mundo cativante dos super-ricos, suas ilusões, amores e traições.

O filme vai honrar o livro? O Grande Gatsby é uma história tão boa que na verdade já fizeram um filme, em 1977 (dá uma olhada no figurino). Esse filme é o remake da primeira adaptação, haha. Mas acho que o filme tem tudo pra dar certo: tem atores bons e que vendem bem (isso quer dizer que eles fazem com que as pessoas comprem ingresso só pra ver o DiCaprio, por exemplo, e o filme dê bilheteria), tem uma produção de loosho e uma ótima trama. Depois que o trailer sair pra dar uma prévia, arrisco dizer que poucos resistirão ao charme dos anos 20 nas telonas ;)

Um Homem de Sorte (veja o trailer aqui)

Sinopse oficial: Um fuzileiro naval norte-americano encontra no meio do deserto iraquiano a foto de uma mulher que nunca conheceu e começa a ter uma sorte surpreendente. Após sobreviver três campanhas no Iraque, Logan Thibault retorna à Carolina do Sul decidido a encontrar a misteriosa mulher da fotografia, que se tornou um verdadeiro talismã de sorte para ele.

O filme vai honrar o livro? É mais um livro de Nicholas Sparks que vira filme, então meio que já dá pra saber o que esperar: vai ser uma história bonita de amor, a gente vai se apaixonar pelo mocinho, a gente vai vergonhosamente se debulhar de chorar no final, o de sempre. Mas nem sempre as adaptações de Nicholas Sparks estão no mesmo nível que a obra original. 'Querido John', por exemplo, é uma que muita gente diz que 'o livro não se compara ao filme'. E colocar um soldado americano no Iraque como centro do romance já está virando um clichezão das comérias-românticas…

Tão Forte e Tão Perto (assista o trailer aqui)

Sinopse oficial: Aos 11 anos de idade, Oskar Schell é uma criança excepcional: inventor amador, admirador da cultura francesa, pacifista. Depois de encontrar uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no World Trade Center no 11/09, ele embarca em uma incrível jornada – uma urgente e secreta busca por um segredo pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto Oskar vaga pela cidade, ele encontra pessoas de topos os tipos, todos sobreviventes em seus próprios caminhos. Por fim, a jornada de Oskar termina onde começou, mas com o consolo da experiência mais humana de todas: o amor.

O filme vai honrar o livro? Bom, o negócio já foi indicado simplesmente para o Oscar de melhor filme, então, não importa qual seja a sua opinião sobre a Academia, Tão Forte e Tão Perto já merece algum crédito. Por outro lado, grande é o número de críticos que não curtiram a adaptação, a nota que o público do imdb deu foi bem mediana e já ouvi de fãs do livro que a narrativa não seria fácil de ser transformada para o cinema. Que o filme parece bem emocionante é fato. A questão é: vai emocionar com uma história bonita e bem construída (e com trilha sonora de U2) ou vai emocionar com sentimentalismo forçado? É esperar até 3 de março pra ver.

E aí, qual filme adaptado você tá mais ansioso pra ver? :)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tumblr legal do dia: The Impossible Cool

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Se você acordou hoje com vontade de ver fotos bonitas de gente bonita pra dar uma alegrada na vida, o post de hoje é pra você. Se você acordou hoje de mau-humor com o mundo, procurando motivos pra se sentir ainda mais desafortunado na vida, o post de hoje também é pra você. E se você, pelo menos uma vez, já passou horas e horas brigando com a câmera fotográfica, tentando fazer pelo menos uma pose que desse aquela auto-foto incrível pra colocar no perfil das redes sociais ou até mesmo subir no we heart it (you know you did it), o post de hoje é acima de tudo, pra você.

O tumblr legal de hoje esfrega na nossa cara tudo aquilo que a gente queria ser mas em 90% dos casos não somos o suficiente: cool. O conteúdo do The Impossible Cool é simplesmente constituído de fotos de gente famosa em poses absolutamente simples e básicas, mas com aquele fator "cool" que eu não sei se já vem de nascença ou se dá pra adquirir, mas se alguém souber onde vende, já tô com o cartão de crédito a postos.

Dá uma olhada então no que há de mais cool entre as celebridades (clique para ampliar):

Bruce Springsteen

Brigitte Bardot

Elvis Presley

Aretha Franklin

Audrey Hepburn

Pra ver mais, só clicar aqui

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

No Repeat

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Noel Gallagher's High Flying Birds- If I had a Gun
 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Inspiração de moda em 13 filmes (Parte 2)

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Continuando o post anterior, mais alguns figurinos inspiradores do cinema:

Anos 70 - The Runaways e Foxes

Eu não vivi os anos 1970, mas a impressão que dá é que a moda da época teve grande influência da música. De um lado, o punk, com toda aquela atitude, representada por cabelos toscamente cortados, roupas de couro, muito preto e tudo que um look despojadíssimo pede. Do outro, o disco, com todo aquele groove, representado por cabelos à la Farrah Fawcett, roupas de lurex, muito brilho e tudo que um look glamuroso pede. Referências desses dois estilos aparecem ligeiramente nos filmes The Runaways, biografia da banda de mesmo nome, e Foxes (singelamente traduzido como Gatinhas aqui), sobre jovens garotas do fim dos anos 70 querendo curtir a vida.

Inspiração de estilo: couro, camisetas, peças de alfaiataria, camisas de tecidos finos ou brilhantes, calças flare, roupas justas.
O que é melhor deixar no passado: roupas justas (demais), roupas de lurex, botas e sandálias de plataformas enoormes.







Anos 80 - Heathers e Sixteen Candles

Sempre quando se fala de moda dos anos 80, vem à cabeca aquela imagem do exagero, do bizarro, da breguice em suas formas mais brilhantes. Mas eu acho que a moda dos anos 80 era, antes de tudo, muito divertida. A galere se vestia sem medo de ser feliz. Muitas cores, mangas bufantes, tecidos reluzentes, umas combinações estranhíssimas. Os dois filmes que eu escolhi são de high school, sendo que Heathers (um dos filmes mais loucos que eu já vi, em breve comentarei mais a respeito) é totalmente preppy, com muitos casacos, meias-calças, bem arurmadinho mesmo. Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles, o título original e mais digno) é mais gente como a gente, mais camisetas, tênis e vestidos de festa que, se você abrir um álbum de família, vai ver sua mãe/tia/prima usando um modelo bem parecido. Mas, se você quiser ter uma ideia do figurino adulto dos anos 80, nada melhor que Uma Secretária de Futuro.

Inspiração de estilo: cores alegres, blazers, meias-calças, sobreposições (com moderação).
O que é melhor deixar no passado: os cabelos, pelo amor de Deus. E também os vestidos de tafetá com ombreira e o exagero dos volumes das roupas.






Anos 90 - Vida de Solteiro e Empire Records

Já fali muito mais da moda dos anos 90 em posts bem antigos, que valem como referências muito mais acertadas e completas do que as próximas linhas que estou prestes a escrever. Porque eu acho que a moda dos anos 90 é ainda mais diversificada que todas as anteriores, então dá pra ver bem o que era com figurinos diferentes de produções diferentes - 90210, Clueless, Friends e Sex and the City, são exemplos que não dá pra deixar de citar. Mas escolhi esses dois filmes, da primeira metade da década, porque vão contra aquele estereótipo de que a década de 90 foi muito "perua". Vida de Solteiro (já falei 3792549 vezes desse bendito filme aqui, eu sei) é totalmente inspirado no grunge: xadres, roupas largonas, coturno, visual relaxado de propósito. O figurino das meninas de Empire Records (com o título nacional made in sessão da tarde, Sexo, Drogas e Confusão - sendo que não tem quase nada disso no filme) é um pouco mais girlie, com muita saia, curtinha, blusas de lã, botas e clogs. Bem básico, mas sabe quando você olha e já sabe de que época é aquele look? Então.
Ah, e pra ter uma noção da moda do fim dos anos 1990 (totalmente diferente dessa), sugiro o clássico Ela é Demais. ;P

Inspiracão de estilo: camisas xadrez, mini-saia soltinha, coturnos, couro, meia preta.
O que é melhor deixar no passado: calças bag de cintura alta (o horror), roupas muito oversized (um pouquinho é permitido).







Queria ter feito um resuminho da moda dos anos 2000 também, mas não sei se é porque ainda é um passado muito próximo, mas achei muito difícil estabelecer uma identidade de moda, um ou outro figurino que de fato representasse. Mas enfim, com tantos filmes mais antigos de figurino incrível, fica bem fácil tirar o melhor de cada um e fazer a sua própria moda muito mais divertida ;)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Inspiração de moda em 13 filmes (Parte 1)

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Moda é um negócio muito divertido. Foi isso que ficou na minha cabeça depois de ir à São Paulo Fashion Week semana passada. Apesar de ter ido lá pra trabalhar (e se tem uma coisa que o povo faz lá é trabalhar), me diverti muuuito andando pelos corredores e rampas da bienal, vendo as pessoas, vendo os looks, os makes, os penteados, as atitudes.

Mas outra coisa que eu percebi lá na bienal é que o mundo da moda não é exatamente o meu mundo. Quero muito voltar lá em outras temporadas (e mesmo nessa), pra trabalhar ou só visitar, mas não posso dizer que rolou uma identificação com o monte de gente se espremendo pra entrar no backstage, mais um monte de gente implorando por um convite e outro tanto de gente usando saltos homéricos e fazendo carão o dia inteiro, hahah. Acho que posso dizer que o mundo da moda me diverte muito, mas não necessariamente me fascina mais do que outras coisas.

Mas, como eu queria muito fazer um post fashionista, decidi unir a moda à um assunto que realmente me encanta um pouquinho mais: o cinema. Tenho um amor muito grande por figurinos de filmes, e não dá pra negar que é uma das áreas mais ricas e interessantes da moda. Daí eu fiquei em dúvida se fazia esse post por figurinos temáticos, ou por personagens estilosas, mas decidi fazer por décadas, com foco no que dá pra pegar de inspiração de cada geração da moda e suas representações no cinema. Olha só no que deu:

Anos 20 - Meia-Noite em Paris e O Grande Gatsby

Eu acho que, se tivesse um prêmio pra década mais charmosa de todos os tempos, os anos 20 com certeza seriam os vencedores. Muito influenciada pelo jazz, a verdade é que essa época é cheia de bossa: vestidos soltinhos e com movimento, cabelo curtinho e ondulado e muito brilho nos trajes de festa. Os dois filmes fazem questão de ressaltar o quanto os anos 20 eram glamurosos. Meia-Noite em Paris é a representação da nostalgia de querer ter vivido anos tão incríveis, e O Grande Gatsby é um retrato da vida da alta sociedade americana antes da depressão.

Inspiração de estilo: os acessórios de cabelo, vestidos de cintura baixa e de tecidos finos, com movimento. E colares, de preferência de pérolas.
O que é melhor deixar no passado: os chapéus exagerados. E o comprimento midi não precisa ser descartado, mas exige muito cuidado e muito estilo.







Anos 50 - Como Agarrar Um Milionário e Cinderela em Paris

Se nos anos 20 o negócio era charme e glamour, nos anos 50 não é que isso não existe mais, mas já está completamente diferente. Pra começar as mulheres fashionistas dos filmes já não fazem mais parte da alta sociedade e da elite cultural. Tanto em Como Agarrar um Milionário (uma comédia romântica com Marylin Monroe) quanto em Cinderela em Paris (um musical com Audrey Hepburn e Fred Astaire), as protagonistas são modelos e trabalham muito! Mas isso não faz com que elas percam o romantismo, exibido em vestidos e saia bem rodadas, tons pastéis e cinturinhas muito bem marcadas.

Inspiração de estilo: peças incrivelmente acinturadas, saias evasê, blusas e vestidos bem justos no busto, acessórios como lencinho no pescoço.
O que é melhor deixar no passado: luvas, chapéus e looks com acessórios demais (a gente sabe que diamonds are a girl's best friends, mas não precisa usar brincão, colarzão e anelzão ao mesmo tempo).







Anos 60 - Hairspray/Across the Universe/Uma Mulher É Uma Mulher

Os anos 60 foram os únicos que eu não consegui evitar escolher três filmes como representantes. É que a década é tãaaao impressionantemente icônica que não dá pra focar só num estilo, só numa personagem. E mesmo com três filmes, ainda tá faltando referência (uma muito importante, por exemplo, é Dreamgirls). Mas enfim, peguei cada um deles como exemplo por seus elementos que, só de olhar, a gente já lembra de anos 60. Tipo: os cabelos cheios de laquê, vestidos rodados, vestidos assimétricos e o brilho de Hairspray, o cabelinho com franjinha, as roupas extremamente fofas mas ao mesmo tempo menos "embonecadas" de Uma Mulher É Uma Mulher (a atriz protagonista, Anna Karina, é ícone de estilo por si só), e o movimento hippie, menos estereotipado e mais realista de Across the Universe.

Inspiração de estilo: estampas florais e blusas/vestidos soltinhos dos hippies, camisas com golinha e gravatinha, looks bem girlie
O que é melhor deixar no passado: batas hippongas e o próprio hairspray.







Você já deve ter reparado que este post está ficando um pouco muito grande, e eu estou apenas nos anos 60 ainda. Por isso, passe aqui amanhã se quiser ver a continuação, com figurinos das décadas de 1970, 1980 e 1990 :)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Colorindo fotos antigas

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A gente já viu essa técnica filmes antigos e vive brincando de fazer isso no photoshop, mas o post de hoje é sobre um trabalho que não tem como olhar e não imaginar: como ninguém pensou nisso antes?

O que a artista sueca Sanna Dullaway fez foi muito simples: pegou fotos mundialmente famosas em preto e branco e jogou uns efeitos para deixá-las coloridas. E o resultado é muito legal. É incrível como a falta de cor deixa tudo mais dramático e as cores deixam tudo mais alegre (falo em relação às fotos, mas fique à vontade para entender como uma metáfora clichêzona sobre a vida).






Para ver mais fotos, clique aqui