segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Inspiração de moda em 13 filmes (Parte 1)

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Moda é um negócio muito divertido. Foi isso que ficou na minha cabeça depois de ir à São Paulo Fashion Week semana passada. Apesar de ter ido lá pra trabalhar (e se tem uma coisa que o povo faz lá é trabalhar), me diverti muuuito andando pelos corredores e rampas da bienal, vendo as pessoas, vendo os looks, os makes, os penteados, as atitudes.

Mas outra coisa que eu percebi lá na bienal é que o mundo da moda não é exatamente o meu mundo. Quero muito voltar lá em outras temporadas (e mesmo nessa), pra trabalhar ou só visitar, mas não posso dizer que rolou uma identificação com o monte de gente se espremendo pra entrar no backstage, mais um monte de gente implorando por um convite e outro tanto de gente usando saltos homéricos e fazendo carão o dia inteiro, hahah. Acho que posso dizer que o mundo da moda me diverte muito, mas não necessariamente me fascina mais do que outras coisas.

Mas, como eu queria muito fazer um post fashionista, decidi unir a moda à um assunto que realmente me encanta um pouquinho mais: o cinema. Tenho um amor muito grande por figurinos de filmes, e não dá pra negar que é uma das áreas mais ricas e interessantes da moda. Daí eu fiquei em dúvida se fazia esse post por figurinos temáticos, ou por personagens estilosas, mas decidi fazer por décadas, com foco no que dá pra pegar de inspiração de cada geração da moda e suas representações no cinema. Olha só no que deu:

Anos 20 - Meia-Noite em Paris e O Grande Gatsby

Eu acho que, se tivesse um prêmio pra década mais charmosa de todos os tempos, os anos 20 com certeza seriam os vencedores. Muito influenciada pelo jazz, a verdade é que essa época é cheia de bossa: vestidos soltinhos e com movimento, cabelo curtinho e ondulado e muito brilho nos trajes de festa. Os dois filmes fazem questão de ressaltar o quanto os anos 20 eram glamurosos. Meia-Noite em Paris é a representação da nostalgia de querer ter vivido anos tão incríveis, e O Grande Gatsby é um retrato da vida da alta sociedade americana antes da depressão.

Inspiração de estilo: os acessórios de cabelo, vestidos de cintura baixa e de tecidos finos, com movimento. E colares, de preferência de pérolas.
O que é melhor deixar no passado: os chapéus exagerados. E o comprimento midi não precisa ser descartado, mas exige muito cuidado e muito estilo.







Anos 50 - Como Agarrar Um Milionário e Cinderela em Paris

Se nos anos 20 o negócio era charme e glamour, nos anos 50 não é que isso não existe mais, mas já está completamente diferente. Pra começar as mulheres fashionistas dos filmes já não fazem mais parte da alta sociedade e da elite cultural. Tanto em Como Agarrar um Milionário (uma comédia romântica com Marylin Monroe) quanto em Cinderela em Paris (um musical com Audrey Hepburn e Fred Astaire), as protagonistas são modelos e trabalham muito! Mas isso não faz com que elas percam o romantismo, exibido em vestidos e saia bem rodadas, tons pastéis e cinturinhas muito bem marcadas.

Inspiração de estilo: peças incrivelmente acinturadas, saias evasê, blusas e vestidos bem justos no busto, acessórios como lencinho no pescoço.
O que é melhor deixar no passado: luvas, chapéus e looks com acessórios demais (a gente sabe que diamonds are a girl's best friends, mas não precisa usar brincão, colarzão e anelzão ao mesmo tempo).







Anos 60 - Hairspray/Across the Universe/Uma Mulher É Uma Mulher

Os anos 60 foram os únicos que eu não consegui evitar escolher três filmes como representantes. É que a década é tãaaao impressionantemente icônica que não dá pra focar só num estilo, só numa personagem. E mesmo com três filmes, ainda tá faltando referência (uma muito importante, por exemplo, é Dreamgirls). Mas enfim, peguei cada um deles como exemplo por seus elementos que, só de olhar, a gente já lembra de anos 60. Tipo: os cabelos cheios de laquê, vestidos rodados, vestidos assimétricos e o brilho de Hairspray, o cabelinho com franjinha, as roupas extremamente fofas mas ao mesmo tempo menos "embonecadas" de Uma Mulher É Uma Mulher (a atriz protagonista, Anna Karina, é ícone de estilo por si só), e o movimento hippie, menos estereotipado e mais realista de Across the Universe.

Inspiração de estilo: estampas florais e blusas/vestidos soltinhos dos hippies, camisas com golinha e gravatinha, looks bem girlie
O que é melhor deixar no passado: batas hippongas e o próprio hairspray.







Você já deve ter reparado que este post está ficando um pouco muito grande, e eu estou apenas nos anos 60 ainda. Por isso, passe aqui amanhã se quiser ver a continuação, com figurinos das décadas de 1970, 1980 e 1990 :)

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