quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

5 lições de amor das comédias-românticas (ou o que não fazer pra conquistar um cara)

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Sim, eu tenho consciência de que esse título é uma das coisas mais apelativas e ao mesmo tempo mais enganosas que eu já escrevi aqui. Se você leu e pensou que este seria um super post sobre relacionamentos, com guias e dicas super interessantes, me desculpe, mas não. Esse não é o Casal Sem Vergonha. Aqui é o Clueless, e de vez em quando, eu gosto de zoar um pouco, haha ;P

O fato é que, esses dias, assistindo pela milésima vez a 3ª temporada de Sex and the City, me deparei com um episódio extremamente verossímil (como quase todos, aliás), com essa quote tão, mas tão verdadeira:

(tradução: quando eu ouvi a mentira que eu tinha acabado de contar, eu percebi o quanto eu gostava dele. É do episódio que a Carrie conhece o Aidan, também conhecido como o cara mais perfeito de toda a série, talvez de todas as séries ever)

E daí que, vendo esse episódio, eu tive a ideia de fazer esse post sobre cinco coisas absurdas que a gente vê as meninas fazendo nos filmes para conquistar alguém ou quando estão apaixonadas pelo cara dos seus sonhos. Obviamente que você deve considerrar que isso tudo é uma grande brinks, e eu não tenho muito talento, experiência ou conhecimento científico do assunto 'amor' pra ficar dando conselhos sérios. Mas quem sabe se a gente ver as besteiras que as personagens fazem, a gente se toca pra não fazer igual na vida real, né? hahaha

1- Não mentirás - nem para os outros e nem para você
Nós vivemos em um mundo moderno, pra-frentex, em que é normal você ter alguns tipos de relacionamentos passageiros, tais como peguetes, ficantes, rolos ou simplesmente um cara gato que você viu na balada e quis pegar. É claro que, num primeiro momento, para conquistar qualquer um desses status amorosos, você terá que pelo menos aparentar ser uma pessoa agradável e atraente. Mas, se a intensão é levar o casinho adiante, é preciso mais que aparentar; é preciso mostrar de verdade o que você tem de melhor. Porque nenhuma "máscara" (BBB feelings) aguenta a pressão de uma relação de verdade. Vide a própria Carrie Bradshwa. Inventou um monte de mentirinhas para parecer mais perfeita aos olhos do Aidan (tipo "também sou designer", "eu não fumo"), e no final caiu numa puta duma mentira difícil de sair...


Mas daí que tem outro tipo de mentira que pode atrapalhar seu romance, e não tem a ver com mentir sobre a própria personalidade. Tem a ver com mentir pra si mesma, omitir os sentimentos por achar que não vai rolar, ou que tá tudo muito complicado. A personagem principal de O Noivo da Minha Melhor Amiga é um ótimo exemplo de como isso pode ser um incrível atraso de vida. Se o amor bater à sua porta, na grande maioria das vezes o melhor a fazer é deixar o maldito entrar. Porque a concorrência é sempre grande, e o potencial de frustração caso você se esconda dele também.

2- Stalkeie com moderação (ou com muita discrição)
Vamos falar a verdade, ser stalker escancaradamente só é fofo nas músicas da Clarice Falcão. Em meio à nossa sociedade, esse tipo de atitude é extremamente julgada e gera sérios riscos de constrangimento público caso seja descoberta. Ficar muito em cima, grudar na pessoa e dar atenção demais são atitudes que só queimam o seu filme. 


Existe uma verdadeira leva de personagens que mostraram na prática essa teoria da frase acima, mas eu escolho Janet, de Vida de Solteiro, como o grande exemplo. A louca vivia atrás do peguete, mesmo depois de ele falar que ficava com outras meninas também (dá uma olhada no trailer pra sentir o drama). Resultado: o cara esnobava e não tava nem aí pra ela. Até que ela começou a não ligar mais pra ele, e aí os papéis se invertem… #ficadica

3- Não era amor, era cilada!
Dizem que a gente não manda no coração, e é bem verdade. Só que um pouco de auto-proteção dá pra fazer, né gente? Se apaixonar pelo cara errado pode acontecer (e ele pode ser "errado" pelas mais diferentes razões), mas, caso você seja meio cética que nem eu e não acredite muito em amor à primeira vista, vai concordar que só consegue desenvolver uma grande paixão quem vai alimentando aquele sentimentozinho até ele se transformar em algo irreversível. Evitá-lo nem sempre é possível, mas às vezes é o melhor que se tem a fazer.


Veja dois exemplos de paixonites #fail. Em A Razão do meu Afeto, a personagem de Jennifer Aniston se apaixona pelo amigo gay. Sabendo que ele é gay. E em Vicky Cristina Barcelona, Cristina continua com o personagem de Javier Barden mesmo quando ele traz a ex louca pra morar na mesma casa. Se elas tivessem usado um pouquinho mais de razão e menos de emoção, não teriam sofrido (e seus filmes não existiriam). Ou seja, quando ver que o custo/benefício do cara é arriscado, cuidado, pode ser uma cilada, Bino!

4- Precious illusions in my head
Se você assistir este clipe da Alanis Morissette e lembrar de pelo menos uma vez que já ficou na mesma situação dela, de sonhar com a sua vida ao lado de determinada pessoa, parabéns, você já pode ser considerada uma adepta do famigerado amor platônico! Conhecer alguém legal/bonito/ambos pode ter um impacto enorme em nossas cabeças femininas, a ponto de as esperanças e expectativas geradas em cima do cidadão tere um enorme potencial de frustração.


Veja a história da querida Jen, de Educação, por exemplo. Sonhadora até dizer chega, ela deposita todas as suas ilusões num cara mais velho, rico e frequentador da alta sociedade. Jen deixa uma boa parcela da sua própria vida de lado pra viver no estilo de vida dele. É claro que uma hora as complicações iam começar a aparecer. Em casos como esse, é mais seguro deixar a Alanis um pouco de lado e começar a cantar mais La Roux ;)

5- A vida não é um filme
É sempre bom lembrar, porque vira e mexe a gente esquece. Bonitas histórias de amor das telonas frequentemente fazem a gente se questionar o porquê de a vida real não trazer o nosso final feliz logo, de uma vez por todas, o porquê de aquela cena de declaração incrível no final não acontecer com a gente também, o porquê de aquele amor perfeito das nossas expectativas não corresponder à nossa realidade.


Se eu soubesse como resolver essa frustração de não viver dentro de uma comédia-romântica, já estaria rhyca, né. Mas, como eu não sei, acho que às vezes a solução é pensar menos na "fórmula do amor" e mais em explicações mais simples, tipo Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você. Aceitar os nãos e as patacoadas que a vida amorosa te proporciona e saber sair ainda melhor delas é um passo muito fundamental para saber aproveitar as verdadeiras oportunidades quando elas aparecem ;)

Eu tinha esse post na cabeça como uma coisa mais temática, para a época do dia dos namorados. Mas vai que, seguindo essas valiosíssimas dicas (risos) dá pra descolar um bofe até lá, né? hahaha ;)

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