terça-feira, 12 de junho de 2012

As demonstrações de amor nos filmes (e como elas seriam na vida real)

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Então. Hoje é dia 12 já, né. Eu costumava ser uma pessoa que gosta do Dia dos Namorados, que acha fofa toda essa coisa de amor - meio forçado pela publicidade, mas enfim - que fica no ar e tal. Mas esse ano não tá dando. Não entrei no clima. Não tô com estrutura emocional pra fazer post bonitinho e apaixonado. Tô achando toda essa vibe ~love is in the air~ dos últimos dias um grande incômodo, e nada agradável.

Enfim, esse pequeno desabafo estúpido foi só pra dar uma introduçãozinha e meio que justificar o teor de amargura deste post que você lê, hahaha. Porque vamos falar a verdade, pra quem tá solteiro, ou o Dia dos Namorados não tem muita importância ou é uma data muitas vezes (idiotamente, eu admito) que a gente se cobra/se culpa/se chateia por algo que a gente nem tem, né? Então por que não tentar rir um pouco da situação e enxergar a verdade onde os apaixonados não enxergam?

Se você tem uma imaginação mininamente fértil e tem nem que seja só um pouquinho de romantismo no coração, com certeza já assistiu um filme e já pensou ou desejou que alguma cena, alguma demonstração de afeto acontecesse na sua vida também. Só que, como você ja deve ter percebido ao longo dos anos, a vida nem sempre é igual aos filmes.

Daí que, baseada nessa teoria pessimista, pensei em cinco gestos de romantismo que fazem a gente se derreter nos filmes e como eles provavelmente seriam em nossa nada mole vida real (na minha, pelo menos).

A Conquista

Expectativa: um começo de relacionamento estilo Amélie Poulain. Ela vê a foto do cara, se apaixona à primeira vista e fica procurando por ele em Paris, seguindo os passos, espiando por trás das paredes, até conseguir superar sua timidez e ficar de vez com o amor ex-platônico :)


Realidade: se você fizer a Amélie Poulain na vida real, além de assustar e não conseguir pegar o bofe, sabe do que a sociedade vai te chamar? Stalker. Audrey Tatou fazendo isso em Paris nos anos 1990 = fofo. Você fazendo isso no Brasil hoje = medo. Simples assim.

A Serenata

Expectativa: não vou nem falar do que aquele lindo do Heath Ledger faz em 10 Coisas que Eu Odeio em Você que isso é covardia. Mas em Digam O Que Quiserem, Lloyd, personagem perfeito do John Cusack, vai até a janela da menina que ele ama e a acorda com a música que ela mais gosta, tocada diretamente de seu radião de pilha dos anos 1980 <3


Realidade: Sabe aquele carro de "loucuras de amor", a definição perfeita da palavra brega, com um cara que força voz de locutor sedutor de rádio e canta - quer dizer, desafina - um "Como É Grande O Meu Amor Por Você" ou qualquer outro clichê do Roberto Carlos? Então, em grande parte dos casos de amor, essa é a serenata e esse é o John Cusack da vida real.

O Presente

Expectativa: no fim de O Clube dos Cinco, para mostrar que ele a conquistou, Claire (Molly Ringwald) dá a John (Judd Nelson) o bem que ela tem de mais valioso: seu brinquinho de diamante. E em Vida de Solteiro, Linda (Kyra Sedwick) dá ao peguete que vai embora do país o controle de sua garagem. Para que ele sempre tenha abrigo quando voltar à cidade.


Realidade: nem precisa sair do filme. Ainda em Vida de Solteiro, Linda descobre que o peguete não foi embora do país coisa nenhuma; está bem perto dela, na mesma balada, pegando uma biscatinha qualquer. E tem que comprar outro controle pra garagem depois, óbvio. Outro exemplo de troca de presentes fail: em Friends, quando Monica e Chandler decidem dar presentes pessoais e feitos por eles mesmos no Dia dos Namorados, o resultado é que Monica dá a Chandler uma meia (feita por Phoebe) e Chandler dá a Monica uma mixtape (feita para ele por Janice, sua ex).

O Poema

Expectativa: com um romance um pouquinho conturbado, Katharina, de 10 Coisas que eu Odeio em Você escreve um poema colocando pra fora tudo que ela odeia em Patrick - só para, no final, confessar que, na verdade, o que ela sente mesmo por ele não tem nada de ódio.


Realidade: alguém ainda faz poemas hoje? :S

O Reencontro

Expectativa: em Harry e Sally, eles começam como amigos, ficam grandes amigos, ficam, ficam confusos e se afastam. Até que, na noite de ano novo, Harry percebe o quanto realmente ama Sally e quer ficar com ela, e então sai correndo pelas ruas de Nova York até encontrar a festa em que ela estava e não se separar nunca mais da mulher amada.


Realidade: uma situação dessas até pode acontecer, vai. Mas é sempre bom lembrar que, em noites de ano novo, feriados prolongados ou mesmo qualquer fim de semana em que o boy está solto e distante, há grandes chances de ele ocupar o coração e o corpinho com: 1) bons drink 2) outra(s) menina(s), jogando a relação de vocês no lixo mais próximo. Foi meio isso que aconteceu com Carrie e Mr. Big em Sex and the City. Foi só ele sair de Nova York na segunda temporada para achar uma outra garota (simplezinha, nada a ver, by the way) e deixar Carrie numa pior num desses reencontros from hell.


Óbvio que tudo que eu escrevi acima funciona melhor se lido com uma boa dose de bom-humor e outra dose de relevância do meu recalque. É meu jeitinho, só por hoje. No fundo, eu sei, você sabe, que quando a gente sente amor, de verdade, não é igual aos filmes. É muito melhor. Feliz Dia dos Namorados =)

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